segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Édipo

Mito de Câncer: Édipo

MITOLOGIA E ASTROLOGIA: Mito de Câncer
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Este setor apresenta um texto original sobre um mito. Em seguida, sua interpretação conforme o sentido astrológico – pela caracterização de um Signo.



Édipo


Laio, rei de Tebas, ao se casar com Jocasta, em Delfos perguntou ao oráculo, se seu casamento seria feliz. Como resposta recebeu o seguinte presságio: “A criança que nascer desse matrimônio matará seu próprio pai e se casará com sua própria mãe”. Era uma situação desesperadora - mas sem solução -; assim, Jocasta acabou tendo um filho. Inconformado – e por via das dúvidas -, Laio ordenou resolutamente ao criado – de sua confiança – para que se “livrasse da criança”; e pouco se importava “como”. Este, em cumprimento das ordens, decidiu – para poder introduzir uma corda - furar os calcanhares (nos tendões) do bebe, que foi carregado para um lugar distante e deixado suspenso em uma árvore. Forbas, um pastor – que conduzia o rebanho do rei Pólibo, nas proximidades -, ouvindo o choro infantil, sensibilizado, conseguiu localizar e salvar o recém nascido. Na corte, Pólibo e a rainha Peribéia – que não tinham descendentes -, ao tomarem conhecimento da criança – de imediato – concordaram em sua adoção. Como nada sabiam sobre sua origem deram lhe o nome de Édipo, que significa: pés inchados. Édipo, quando se tornou adulto, sequioso pelo respaldo do oráculo – sobre seu destino -, em consulta obteve a seguinte mensagem: “Serás o assassino de teu próprio pai e esposo de tua própria mãe”. Horrorizado por esse vaticínio, resolveu abandonar aqueles que julgava serem seus pais. Sem destino, realizou longa viagem – guiado apenas pelos astros. Casualmente, durante uma travessia – onde a estrada se estreitava -, se defrontou com a carruagem da comitiva real de Laio, que além de obstruir lhe a passagem, seus cinco ocupantes – enfurecidos -, ainda praguejavam para que ele deixasse o caminho livre. Revoltado – diante de tamanha afronta -, reagiu com agressão, matando primeiro o cocheiro e depois Laio e seus acompanhantes. Encolerizado – pela ocorrência –, deixou o local apressado e seguiu o caminho de Tebas, onde – quase de imediato -, foi informado que a cidade estava sendo aterrorizada pela esfinge. Voltando aos fatos, aquela comitiva de Laio – antes da tragédia – tinha por destino Delfos; pela intenção de saber do oráculo, a forma correta de livrar Tebas do flagelo (da esfinge).


 Era um monstro alado, que tinha cabeça de mulher e seios, garras de leão, corpo de cão e calda de dragão. Ela, reproduzia em “voz”, sons de pássaros, porém, com a lógica – coerente – da fala humana; criatura enviada por Juno (Hera) para castigar os tebanos. Ficava sobre o monte Fineu, de onde se atirava, surgindo na frente de sua presa. Decretava seu enigma, e quem não soubesse decifra-lo, era estraçalhado e devorado; já era grande o número de vítimas. Após a morte – misteriosa – do rei Laio, a direção da corte oferecia a mão da rainha e a coroa, para quem fosse capaz de livrar Tebas dessa maldição. Édipo se apresentou na tentativa de poder resolver o enigma. A esfinge surgiu com a seguinte questão: Qual é o animal que tem 4 pés de manhã, 2 ao meio dia e 3 à tarde? Édipo então respondeu que aquele animal era o homem, porque, era o único que engatinhava na infância, usava 2 pernas quando adulto, e na velhice, se apoiava numa bengala. Furiosa, a esfinge se atirou de um precipício. Com grandes honrarias, Édipo recebeu a coroa , casando-se com Jocasta, sua própria mãe. Passaram-se os anos e o reino de Tebas foi novamente assolado por uma terrível peste. Consultado, o oráculo declarou que, os tebanos estavam pagando por não terem descoberto o assassino do rei Laio, e que a peste continuaria, enquanto ele não fosse vingado. Vários grupos – organizados pelo próprio rei – realizaram pesquisas sobre o assassinato de Laio. Por intermédio dessa busca, gradativamente, Édipo foi descobrindo o mistério de seu nascimento. Assim, a verdade surgiu de forma cruel, pois ele concluiu que era incestuoso e parricida. Jocasta desesperada, suicidou-se, e Édipo furou os próprios olhos com o gancho de seu manto. Expulso de Tebas pelos próprios filhos, foi conduzido por Antígona, sua filha, que apesar de tudo não o abandonara. Finalmente encontrou a paz, morrendo em um bosque consagrado aos Eumênides.

A Lua

A Lua – em astrologia representa o planeta mais cambiante e mutável, que rege o signo de Câncer. Pela sua representação a mitologia descreve várias deusas:

Selene
O culto de Selene, a rainha do silêncio, conhecido entre todos os povos, era também de grande importância nos trabalhos de magia. Selene, certa vez se apaixonou pelo jovem Endimion; como queria demonstrar seu amor, ofereceu lhe todo o seu poder para a realização do que mais desejasse. Ele então acabou desejando a eterna juventude, acompanhada de sono sem fim. Como o pedido tinha de ser cumprido, Selene – no horário noturno – passou a visitar – para vislumbrar – seu amado, que permanecia sempre adormecido. Para tentar esquecer Endimion, passou a se encontrar com Pã – durante o dia – nos vales e nas florestas. Era filha de Hiperion e Teia. Certo dia, ao saber que seu irmão Hélios tinha se afogado, desesperada, se atirou do alto de seu palácio. Apiedados, os deuses a colocaram no céu, sob a forma de astro. Selene representa a Lua Cheia, também chamada de Mene, deusa dos ciclos menstruais.


(continua)

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