quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A Feminilidade

Mito de Câncer: A Feminilidade


MITOLOGIA E ASTROLOGIA: Mito de Câncer
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Este setor apresenta um texto original sobre um mito. Em seguida, sua interpretação conforme o sentido astrológico – pela caracterização de um Signo.

A Feminilidade



Artemis (Diana)

Artemis e Apolo, irmãos gêmeos – indicativos de pureza e castidade – eram filhos de Latona e Júpiter. Durante sua gravidez, Latona foi perseguida pelo dragão (e serpente), Píton, enviado por Juno (Hera); assim não conseguia encontrar um local para efetivar sua concepção, pois, devido ao medo, ninguém queria lhe dar abrigo. Sem opções, lançou se ao mar, mas, a piedade de Netuno fez surgir das águas a ilha de Delos, que lhe serviu de abrigo. Inconformada, Juno prendeu sua filha Ilítia – a deusa dos partos -, para que esta não pudesse auxiliar no parto de sua rival. Felizmente, Artemis nasceu primeiro, conseguindo socorrer a própria mãe no nascimento de Apolo. Como havia testemunhado as dores maternais, adquiriu aversão pelo casamento, conseguindo obter de Júpiter, o privilégio da virgindade. Daí, se tornou uma das 3 grandes virgens – também chamadas de virgens brancas -, nome concebido no próprio oráculo de Apolo. Assim, era solitária, adorava percorrer os bosques e montanhas, mantendo a proteção da natureza. Quando Apolo desaparecia pelo fim do dia, ela surgia espalhando sua luz noite afora. Apolo e Artemis, alternadamente, clareavam o mundo, portanto, entre ambos havia algo de misterioso e ao mesmo tempo sublime. Artemis ganhou de Júpiter arco e flechas - como rainha dos bosques -, mantendo em seu cortejo 60 ninfas, chamadas Oceanias e outras 20, Asias, ambas cumprindo sua exigência: a castidade. Nesse cortejo, cuidava dos animais – como mãe -, mas também – quando necessário – exercia a caça com grande habilidade. Era conhecida também como «Senhora das Feras», estava sempre acompanhada de algum animal, sendo a corça, o leão e o javali seus preferidos. Diziam até que, aonde permanecia, as feras não atacavam – veados e lobos ficavam juntos -, e nenhum animal sentia medo do homem, pois os caçadores – com suas flechas e lanças – erravam seus alvos. Era uma deusa severa e até mesmo vingativa diante daqueles que atentassem contra o pudor. Certa vez, Acteon, filho do rei Cadmo – dirigindo uma caçada -, chegou nas proximidades do bosque em que a deusa se encontrava. Depois da caça, se separou dos companheiros e adentrou a densa vegetação; após certa caminhada, avistou uma fonte de água – cristalina – para onde foi se dirigindo. Mas nesse local Artemis estava se banhando. Surpreendida assim – e alijada de arco e flechas – ela atirou lhe água no rostos (e olhos). Imediatamente, dois “galhos” (chifres) começaram a brotar na cabeça de Acteon, enfim, foi em questão de segundos que ele se transformou num veado. Desesperando, vendo seus próprios chifres refletidos na água, correu em busca de auxílio dos companheiros. Mas, na tentativa desse encontro, acabou sendo devorado por seus próprios cães. Artemis era quem provocava a loucura e quem a podia curar. Era a deusa da feminilidade; regendo tudo que tem associação com a mulher. Ela representa a Lua Crescente.



Juno (Hera)

Juno era filha de Saturno e Reia; como uma das principais deusas, era irmã de Júpiter, Netuno, Plutão, Ceres e Vesta. Como esposa deZeus (Júpiter), era muito ciumenta – não suportava a infidelidade do esposo. Teve como filhos: Hebe, Vulcano, Marte, Tifon, Ilitia e Argeu. Perseguia todas que se tornavam amantes de Júpiter, e também as crianças nascidas de tais relacionamentos (infiéis). Tinha grande aversão pelas mulheres indolentes, delinqüentes e inconstantes com os deveres da feminilidade. O culto de Juno era tão importante quanto o de Júpiter; era venerada principalmente em Argos, Samos e Cartago. Em Argos, sua estátua era enorme, que a representava sentada num trono de ouro, mantendo sobre a cabeça a coroa e ao lado as Graças e as Horas. Simbolizava uma majestosa matrona, algumas vezes com o cetro na mão, muitas vezes tinha aos seus pés um pavão – o gavião e o ganso também podiam figurar em suas estátuas. Juno, a rainha do Olimpo, a soberana da feminilidade, representava a Lua decrescente, que em astrologia está associada com a décima casa ou com o signo de Capricórnio.



Hécate

Hécate, que era da mesma raça dos titãs, conseguiu manter o seu poder mesmo após a vitória de Júpiter sobre Saturno. Tinha seu domínio no Hades (infernos) e estava relacionada com a magia sexual, tumbas e feiticeiros. Foi a principal testemunha do rapto de Perséfone. Era ela quem comandava as fúrias – entidades infernais -, geradas pelo sangue de Urano – ao ser castrado por Saturno. Manifestava uma tríplice característica aparecendo muitas vezes com suas 3 faces, por isso era chamada também de Tri – Hécate.

Lilith

Era a própria Hécate da mitologia hebraica. Representava a mulher primordial, mãe de Adão e Eva, ou até mesmo a mulher de Adão. O fato é que ela se revoltou contra o princípio criador divino, sendo em seguida afastada da luz; como punição por ter cometido a mesma falta que Lúcifer. Tanto Hécate como Lilith representam a Lua Negra.




Cassandra

Era filha de Príamo e Hécuba, reis de Tróia. Desde pequena, durante a lua cheia, podia fazer suas profecias. Mas suas advertências só serviam para que fosse odiada, por isso, seu relacionamento com a mãe nunca foi dos melhores. Ela valeu como exemplo de feminilidade para suas irmãs, influindo em seus costumes e hábitos, que se estenderam por toda Tróia. Foi visitada por um falso deus Apolo, mas descobriu o embuste e dele escapou. Durante sua vida, sempre alertava, mas era desacreditada; não tendo sido ouvida, nem quando tentou impedir a entrada do “cavalo de pau” na cidade. Foi de grande importância durante a guerra de Tróia, pois, além de auxiliar na cura dos feridos, ficava de sentinela, observando as batalhas navais. Após a queda de Tróia, ela foi reconhecida por Ulisses como uma princesa sensível e de grande valor; sendo levada com dignidade para a Grécia, sendo hospedada por Agamennon em seu palácio. Lá, ela predisse o destino reservado para Agamennon, que foi assassinado por sua própria esposa Clitenestra. Ao ser desmascarada por Cassandra – em razão desse crime – se vingou violentamente. Cassandra foi a mais autêntica personalidade relativa ao signo de Câncer. Servindo como modelo da feminilidade, vibrava com a Pureza Divina, para que fosse preservado os grandes valores da Grécia – que deveria servir de paradigma da humanidade. Mesmo assim a guerra estourou para provocar a decadência dos povos.



(continua)