quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Circuito Planetário


ESTUDOS ASTROLÓGICOS: Interpretação






O Circuito Planetário


Temperamentos e Fases - Torna-se importante calcular os temperamentos e fases para a interpretação de um mapa astrológico ou mesmo em relação ao nome de uma personalidade.
Entretanto, ainda não foi apresentada uma teoria definitiva sobre tais fatores determinantes. Inúmeros são os autores sobre o assunto e, isso ao longo do tempo. 
Em quase todo sistema analítico conhecido não se encontra a integração (necessária) entre temperamentos e fases. Existe sempre uma espécie de “mistura” entre ambos; e, não deve ser assim pois, são elementos distintos (Fases 3 x 4 Temperamentos = 12 Padrões). 
A bem dizer, tais elementos formam uma espécie de “Circuito Astrológico” – integração planetária – do mapa astral, ou melhor, Temperamentos e Fases implicam no mecanismo – ou trajetória – da “energia” em seus vários aspectos; indicando como esta pode ser empregada (ou não) em termos de atuação (de uma personalidade ou elemento sob pesquisa). 
Na forma atual, como são definidos – pelos inúmeros autores –, o “denominador comum” – de tais teorias sobre esses elementos – se torna adstrito apenas ao setor terreno, portanto limitado, no caso de uma interpretação que requer certa transcendência. 
Para iniciação – na interpretação de Temperamentos e Fases – tais definições até que são válidas; pois, podem servir – com cada “palavra chave” condizente – para a formação de “matrizes de programação”, o que exige do analista muita habilidade em sua pesquisa. 
Portanto, útil se torna – por enquanto –, apresentar o conceito atual de modo sintético, ou seja, conforme suas mais ideais concepções.

As Qualidades Primitivas

Quente – Energia Positiva = Domínio
Frio – Energia Negativa = Resistência
Seco  =   Condensador de Energias
Úmido =  Distribuidor de Energias

Essas Qualidades Primitivas não são encontradas isoladamente, porém, se combinam pela formação dos 4 Temperamentos:

Quente + Seco = Fogo – Temperamento Bilioso
Frio + Seco = Terra – Temperamento Nervoso
Quente + Úmido = Ar – Temperamento Sanguíneo
Frio + Úmido = Água – Temperamento Linfático

Os Aspectos e os Elementos

Para a compreensão dos aspectos – como circuito – entre os planetas – como o sextil, o trígono, a quadratura e outros – útil se torna a teoria dos elementos.
Para os elementos de fogo, terra, ar e água, não seria necessário o uso de “palavras chave” para representar cada um deles – porque eles já sintetizam a formação de todas as coisas –, mas sim pela qualidade desses, que pode ser interpretada da seguinte forma:



Elemento – Qualidade
Fogo –        quente e seco
Terra –        frio e seco
Ar –           quente e úmido
Água –       frio e úmido


Palavras Chave das Qualidades
Quente – Domínio
Frio – Resistência
Seco – Conservação
Úmido - Distribuição

Estas palavras chave são bastante lógicas e claras porque o quente é oposto ao frio e o domínio também é oposto à resistência.
O seco é oposto ao úmido bem como a conservação é oposta à distribuição.

A ilustração esclarece o seguinte: o quente (ativo) exerce uma influência sobre o frio (passivo), que resiste, cuja situação como efeito resulta num excesso energético e, uma parte se distribui (débito) e a outra se conserva (crédito).

Assim sendo o fogo representa um domínio impetuoso, quer dizer, que se conserva (quente e seco).
A terra representa uma resistência sustentadora, ou seja, que procura se conservar (frio e seco).
Assim do mesmo modo o domínio busca uma expansão, porque se distribui (quente e úmido) e a água busca uma resistência que se alastra, por intermédio da distribuição (frio e úmido).

Outro ponto chave que se deve ter em mente é o seguinte:

Quente e Frio se anulam pela formação de Seco e Úmido. Então são energias a nível primário.
Seco e Úmido se anulam, porque o ato de conservar é antagônico ao de distribuir.
São porém formas de energias fluentes e de utilização.
Para entender a analogia de ativo como “quente”, passivo/frio, débito/úmido e seco/crédito, eis o seguinte: Quanto mais forte for a influência do quente sobre o frio, maior será a manifestação do úmido ou, quanto mais forte for a resistência do frio, maior a quantidade de seco.
Isso se assemelha ao contacto do gelo com o calor, pois a quantidade de líquido que uma pedra de gelo pode produzir, vai depender do calor que receber.
Conforme essa lógica dos elementos – a seguir – se define o circuito planetário (em razão dos aspectos).

(continua)

sábado, 23 de outubro de 2010

A Quinta Casa

Mito de Leão: A Quinta Casa

MITOLOGIA E ASTROLOGIA: Mito de Leão - A Quinta Casa
Anterior: Mito de Leão - Os Doze Trabalhos - Interpretação


Este setor apresenta um texto original sobre um mito. Em seguida, sua interpretação conforme o sentido astrológico – pela caracterização de um Signo.



A Quinta Casa


Seguindo o mesmo processo para definir casas astrológicas, de acordo com o triângulo representado por:  A – Leão; B – Sagitário; C – Peixes.

A - Característica da quinta casa (indicativo de Leão) – palavra – chave: vontade real.

Essa vontade pode estar “adormecida”ou embargada pela condição negativa do Sol ou do planeta regente; mas não deixa de ser o foco do entusiasmo; onde o livre arbítrio se manifesta como força centralizadora. Nessa casa é onde habita os propósitos do “eu superior”, que pode chegar até ao fator de heroísmo em suas realizações.

B – (relativo a Sagitário) – O livre arbítrio da quinta casa está sob o domínio da alma. É na graduação da alma (sensibilidade) – pelas experiências em encarnações anteriores -; que se encontra o livre arbítrio do espírito; elemento regente da quinta casa. Várias condições psicológicas foram formadas em “B”, onde as experiências atuais ficam sob certa restrição, em razão do próprio conhecimento padronizado em filosofia  ( leis imutáveis discernidas), onde a vontade – mesmo contando com o livre arbítrio – não pode violar; condição relacionada com o senso de Fidelidade da quinta casa.

C – (relativo a Áries) A graduação da vontade se mostra na primeira casa (que expressa Áries). Isso pode se esclarecer conforme a “Tabua de Esmeralda”: O que está em cima é como o que está embaixo”. Em Áries, que simboliza o corpo físico, o temperamento e a atuação física; se manifesta o consentâneo aspecto de elevação da consciência superior; por mais adormecida que esteja a vontade (como Hércules, servo de Euristeu) – da quinta casa -, o Ascendente, como executor do plano físico, não pode deixar de se manter em conformidade com o impulso centralizador da quinta casa.

O Triângulo da Objetividade: A – Virgem; B – Capricórnio e C – Touro.

A = Virgem – Os desejos, a ambição, os ganhos e os gastos – de uma quinta casa – estão sob os auspícios de Virgem (representação natural de sexta casa). Indica como a saúde ou a capacidade física influi na atuação criativa; onde esse potencial se estanca ou se desenvolve de acordo com essa qualidade. Como a quinta casa também é regente dos “filhos”; isso indica que a realização dos mesmos, depende dessa condição (do pai); o mesmo pode ser visto em relação ao livre arbítrio.

B – Capricórnio – A saúde (da quinta casa) se mostra em Capricórnio (indicador natural de décima casa). A criatividade, o livre arbítrio e o entusiasmo estão na dependência dos ideais, do bom senso, ou condições sociais, que se alcança ou que se pretende alcançar. A capacidade dos “filhos” também está relacionada com os objetivos e ideais do pai; sua profissão, meio social, autoridade, país e tipo de governo.

C – Touro – Os ideais do livre arbítrio indicados em Touro (representante natural de segunda casa). A livre escolha – de alguém – tem sua culminância objetiva, em confronto com os desejos, ambição ou sob o senso de valor das coisas. O corpo físico necessita de estímulos para se submeter aos desígnios da vontade.

O triângulo do relacionamento:

A = Libra; B = Aquário e C = Gêmeos.

A = Libra – A escola (da quinta casa) se relaciona a Libra (sétima casa natural): as associações. A escola da livre escolha (quinta casa) tem sua influência nos vínculos que a pessoa possa ter; os filhos também aprendem em razão dos relacionamentos entre pai e mãe; a comunicação da criatividade, o lazer e o entusiasmo da quinta casa (indicada em razão dos “sócios”), dependem dos acordos; pois se encontra sob o foco de observações e motivos de sua manifestação.

B = Aquário – A alegria e o entusiasmo realizam suas uniões através da atração espontânea. Indica que  o senso de responsabilidade social dos filhos sofre a influência quanto ao nível de fraternidade dos pais; a livre escolha – o verdadeiro fluxo da vontade -, tem seus mais fortes vínculos com as associações fraternas, ou com o que representar evolução – progresso -, onde a alegria se confraterniza com a convicta responsabilidade de servir.

C = Gêmeos (na casa da fraternidade) – O maior amigo da livre vontade, da criatividade ou do ato de dar espontaneamente, se encontra na comunicação e na habilidade do cotidiano como instrumento do saber. É por esse intermédio que as formas sutis da vontade se cristalizam sob o aspecto da arte, entendimento e habilidade.

O Triângulo do destino:

A = Escorpião; B = Peixes e C = Câncer.

A = Escorpião – A oportunidade da quinta casa está em Escorpião. A livre vontade tem sua oportunidade renovada em relação aos desejos “pendentes” – não realizados – de encarnações anteriores. O espírito humano encontra em seu livre arbítrio, a oportunidade de evolução, que se inicia com o despertar da força sexual (por volta dos doze anos). Pois, são forças unificadas; uma depende da outra; o livre atuar ressurge em razão dessa potencialidade. Por isso, os pais – carmicamente – são responsáveis pela personalidade de seus filhos, antes dessa manifestação. Saber comandar essa força (em seu enobrecimento) pode representar o amadurecimento espiritual, ainda em corpo terreno. Em cada reencarnação existe essa possibilidade de redenção; mas essa mesma “força” também pode indicar a ruína – a morte – (Escorpião), pois, conforme sua aplicação, fica definido o aproveitamento – ou desperdício – da oportunidade nessa encarnação.

B = Peixes – A quinta casa tem seu meio de transformação já definido em seu destino (cármico). A livre escolha humana, só pode encontrar sua “transformação”, colhendo – e experimentando – o que semeou, seja de bom, ou não; o carma não é castigo, mas a contingência necessária para a transformação; onde as dificuldades, servem para conduzir a consciência no sentido da evolução espiritual.

C = Câncer - A quinta casa tem suas dificuldades, prisões e carma no próprio sentido de reencarnação – na oportunidade proposta por Câncer -, no “lar” e nas condições emocionais; a livre escolha está presa aos motivos de sua reencarnação, condições familiares, problemas psicológicos – gerados na infância -, etc.



O Signo de Leão se encontra no Zodíaco sob o regime do Modelo Universal da Fidelidade, que como hierarquia mantém os seguintes (termos relativos aos números):

05 – Fidelidade; 17 – Criatividade; 29 – Maravilhoso; 41 – Distinção; 53 – Inexorável; 65 – Decência; 77 – Mistério; 89 – Virtude; 101 – Suficiência; 113 – Abstração; 125 – Originalidade; 137 – Mensurável.



(continua)



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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Os Doze Trabalhos - Interpretação

Os Doze Trabalhos - Intepretação
MITOLOGIA E ASTROLOGIA: Mito de Leão - Interpretação
Anterior: Mito de Leão


Este setor apresenta um texto original sobre um mito. Em seguida, sua interpretação conforme o sentido astrológico – pela caracterização de um Signo.



Os Doze Trabalhos – Interpretação



1º Trabalho – Combater o Leão de Neméia

O leão de Nemeia representa a invulnerabilidade do homem por intermédio do “eu mortal”, o ego, a persona, o corpo físico ou “componente biológico”, ou o que protege a personalidade real; de seu carma, ou das forças negativas oriundas do lado inconsciente. Simboliza a lei da matéria, com sua condição biológica, protegendo o homem de seu passado, através de uma “nova” personalidade mortal, o ascendente. Essa primeira tarefa implica no confronto pessoal em razão do próprio “eu mundano”.

2° Trabalho – Combater a Hidra de Lerna

A hidra de Lerna simboliza o monstro imbatível, que tem analogia com as “formas pensamentos” «criadas ao longo de experiências vivenciais», ou o “elemento do“complexo”; que se manifesta pela retorsão profunda do pensamento (“mania”)  «sobre o foco mental»; pois ela é o condicionamento da personalidade, portanto algo real; exigente e dominador. Atualmente, a hidra tem se manifestado sob o fenômeno psicológico conhecido como: Síndrome do Pânico (e seus congêneres); fato complicado, pois geralmente acontece em pessoas psiquicamente normais – de bom nível cultural e inteligência -, se tornando inexplicável; mas que pode estar associado ao despertar do “eu espiritual”. Nesse caso, o homem legítimo (espiritual) pode estar tentando “tomar as rédeas” de seu ascendente, se livrando de ilusões mundanas; provocando experiências psiquicamente profundas. De modo geral: como o “eu mortal” não quer deixar o “trono”, então – por deliberação – surge a réplica – unidades mentais do egoísmo – sob a forma de condicionamento. Não adianta lutar contra a retorsão do pensamento (cismas), pois, da justificada cabeça decepada, surgem três novas, as quais exigem novas respostas, renovando o tormento. A solução consiste em cauterizar a “ferida” ou seja, deixar que a própria experiência do medo se transforme em lições balsâmicas, sob a forma da convicção – elemento essencialmente espiritual. Nessa experiência, o homem deve aprender que o cérebro terreno, vale como instrumento limitado do saber,vislumbrando em coisas simples – que até então não observava -, novas considerações de imenso valor.

3° Trabalho – Buscar o Javali de Erimanto

Este trabalho é indicado pelo Signo de Libra na terceira casa. Como minúcia intercalada nessa passagem: Hércules – por desavença -, entrou em luta e matou alguns centauros, durante seu percurso no sentido de poder encontrar e capturar vivo o javali. Isso representa as ligações sociais inevitáveis, que podem interferir nas realizações. Intercalando mais fatos, se esclarece o motivo de sua morte; pois, Nesso, o centauro, tentou raptar Dejanira, apenas por vingança, ao recordar – e por reconhecimento - que Hércules havia massacrado – anteriormente – os de sua espécie; por isso, persistiu em seu intuito até seu último instante de vida. Representa os irrevogáveis fios do destino que precisam ser desembaraçados – resolvidos – antes da efetivação de certa meta. Aquilo que a personalidade quer transmutar permanece em ligação com elementos da mesma espécie (família dos centauros), que pode valer como estorvo. O javali capturado vivo representa a transmutação (no aqui e agora), em sua integral forma de realização.

4° Trabalho – Agarrar a corça dos pés de bronze

A corça dos pés de bronze implica em ter que alcançar a naturalidade proposta pelo signo de Câncer na décima segunda casa, como Finalidade Ativa. O discípulo da vida percebe que nas coisas mais simples, poderá encontrar a verdadeira sabedoria. Reconhece na atual encarnação aquilo que – realmente – necessita – em prol do desenvolvimento num sentido transcendente. Descobre a humildade – sabe esperar o momento certo – como fator de harmonia com o destino.

5° Trabalho – Esterminar os pássaros do lago Estínfale

Contra os pássaros do lago Estinfale, Hércules aprende a aplicar o poder do Silêncio. Simboliza o signo de Sagitário (Meio Ativo de Escorpião), o indicador da meta. Reconhece a “voz do coração” – entre inúmeras outras como contradição – e aplica a lei de causas e efeitos em prol de seu destino.

6° Trabalho – Capturar o Touro da Ilha de Creta

Domando o touro da ilha de Creta, Hércules revela sua índole “leonina”, que consiste em executar – com esforço – uma obra; desde que valha em mérito – frente aos demais. A “imagem” de seu percurso até Euristeu – deve ser vista -, como autêntico espetáculo; apreciado por muitos “curiosos”, que estavam em seu caminho. Esta tarefa reflete o sentido da sexta casa em Capricórnio e o Meio do Céu em Touro; confirmando assim o aspecto astrológico em razão do mito. O fato é que o touro foi “solto”, sendo necessário nova captura (dedicação) – característica geral da sexta casa: o trabalho.

7° Trabalho – Furtar os Cavalos de Diomedes

Os cavalos de Diomedes se relacionam com o eixo Áries / Libra; pois, comandar o temperamento exige a constante atenção (os cavalos se tornaram mansos inexplicavelmente). A Temperança (Libra) - assim como a balança -, não admite descuido (Abdero foi pisoteado), pois se relaciona com a lei do equilíbrio.

8° Trabalho – Enfrentar as Amazonas

Condiz com o eixo Virgem / Peixes e com a oitava casa (do ascendente em Leão). Representa o resquício do carma sob a forma de condicionamento – do passado – ou implicado em caprichos (Juno disfarçada em amazona). Peixes pode indicar sacrifício e engano (Hipólita foi morta sob tais condições). Formas mentais – do passado - precisam ser adaptadas com a nova maneira de ser – para poder evitar a confusão (relativa ao signo de Peixes). O cinto de Hipólita tem analogia com a condição de “preso ao ventre” – ou voltado pela condição material; o que em psicologia se define como “foco energético estacionado” no ventre – motivo de reações psicossomáticas relativas a temores.

9° Trabalho – Limpar os Estábulos de Áugias

Essa tarefa indica a personalidade mais desenvolvida (em expansão) em sua reforma expressiva; a purificação e aplicação da Justiça (nona casa).

10° Trabalho – Furtar os bois de Gerion

Representa o renome (décima casa) do herói, por determinar um “ponto geográfico”, com as colunas que receberam seu nome (a Honra).

11° Trabalho – Recolher as maças de ouro do Jardim das Hespérides

Como iniciação representa a busca de um conhecimento que transcende a matéria (Gêmeos na décima primeira casa). A façanha retrata a prova mais dura ao espírito humano que se torna um portador da verdade; Hércules sustentou o universo nas costas; representando o árduo trabalho de divulgação de novas mensagens cósmicas trazidas para a humanidade; nessa tarefa o indivíduo se sente só, carregando a responsabilidade pelo universo.

12° Trabalho – Trazer Cérbero e Teseu dos Infernos

Isso se relaciona com as atuações entre planos, onde o trabalho envolve tanto a terra (sentido material) como outros mundos. O mito é encerrado com Hércules indo ao encontro da própria morte, tendo de provar – para si próprio – que não era apenas um ser físico; significando a vitória sobre o “eu mortal” – que representava apenas um curto instante da vida espiritual.

Num mapa astrológico, tudo que está no signo de Leão – um planeta ou uma cúspide -, representa o foco de fidelidade pessoal; a qualidade ou tipo de poder, o senso de heroísmo e idealismo; exigências da personalidade. O Sol, força centralizadora que ilumina onde se encontra, representa coerência, vontade e vitalidade no setor em que está indicado no mapa.



(continua)



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sábado, 16 de outubro de 2010

Mito de Leão

Mito de Leão: Interpretação


MITOLOGIA E ASTROLOGIA: Mito de Leão
Anterior: Apolo

Este setor apresenta um texto original sobre um mito. Em seguida, sua interpretação conforme o sentido astrológico – pela caracterização de um Signo.



Leão como Princípio Ativo

O signo de Leão tem como palavra chave “Padrão” (como no sentido matemático de fator comum), pois é o que estabiliza – ou determina – a força unitária; represetada como “apoio” centralizador da consciência; e indicativo da lei do “princípio de poder”, em todos os sentidos. O máximo “sentido de poder” se encontra na força da luz, como unidade de coerência. Leão, signo do verão culminante, apresenta a força “bruta” que deve ser elaborada. Hércules obtém o desenvolvimento através de duras provas em suas experiências vivenciais. Esse princípio ativo se relaciona com o processo de individualização e personalização. Os doze trabalhos indicam os esforços humanos em termos de uma conscientização – existencial – eterna. São doze as tarefas, assim como são doze os signos do Zodíaco; que sintetizam as qualidades básicas da existência, ou seja, a escala cromática do universo como um todo. O livro “Astrologia e Integração” descreve a lei que rege o “poder através do calor”, como princípio central; justifica que o poder em si, por máximo ou mínimo que seja, depende da livre escolha de um fator consciente (pelo menos, em conformidade com sua mais ínfima categoria). Lá foi indicado uma fonte de calor como indicativo máximo “de poder”; então, para cada fator alcançar o próprio “poder” bastaria encontrar o raio de distância (do calor) favorável, conforme sua própria sensibilidade (que participa da hierarquia da Liberdade 3; Sapiência 15; Sensibilidade 27; ...); empregando esse “calor central”, como padrão universal. O fenômeno dessa livre  escolha foi chamado de: encontro do ponto chave da Unidade de Padrão Criador (UPC); o mesmo já foi descrito aqui (neste Blog) como: Conjunto Imaginário Universo Geral. Assim sendo, o planeta Mercúrio giraria em torno do Sol, em razão de sua própria sensibilidade, concomitantemente, apresentaria sua qualidade específica (seu poder); o mesmo fenômeno determinaria a qualidade de outros planetas (bem como de outras coisas, conforme descreve o livro). Assim, o poder propriamente dito de cada coisa na Criação, não seria uma força arbitrariamente concedida pelo Criador, mas uma qualidade assumida por conta própria, conforme a sensibilidade de cada elemento (ou de cada um). Tudo que se relaciona com o signo de Leão – ou com o princípio de poder – implica em idealismo; Hércules e todas as forças leoninas são personificações de idealistas. O principal fator da Fidelidade se encontra na fixa manifestação da vontade. A coerência e a consciência como fatores lógicos da vontade, apresentam certa analogia com a Luz, que é o máximo sentido de Fidelidade. A saga de Hércules pode ser definida como: Iniciação do Ser Consciente.

Leão Tem Como Princípio Passivo: Aquário

Aquário é o signo do futuro, do inusitado, portanto, equivale sempre a uma surpresa para o Leão, quer dizer, sua atitude implica quase sempre em razão da curiosidade, seu constante impulso para a autoconscientização. É o poder que se manifesta com sentido de criatividade – desenvolvimento – através da vontade. Seu Meio Ativo se encontra no signo de Virgem, indicando que seu instrumento – disponível pelo atuar depende da naturalidade; vale dizer, ninguém pode criar, a não ser através de elementos pré-existentes e disponíveis. Por isso Hércules teve que enfrentar o Leão de Neméia, frente a frente, se valendo apenas da força bruta – de seus braços; o poder desse signo é a força natural que adveio da vontade. Mas, qualquer resíduo cármico pode implicar no teor dessa força, por isso, seu Meio Passivo está inscrito em Peixes. Sua Finalidade Ativa se mostra em Câncer, indicando que ele deve buscar a originalidade, na condição de Pureza, regida por esse signo. Essa originalidade também se reflete em Aquário, como exigência pela sua própria individualização. Mesmo porque, com a Finalidade Passiva em Capricórnio, recebe estímulo – inconsciente – para se colocar em destaque, ou seja, ele precisa alcançar a Honra em conseqüência de seu esforço no sentido de sua individualização. Crédito do Fim em Libra – indica que a palavra do Leão deve equivaler a um acordo assumido – representar sempre um contrato fechado. Mas, isso indica também que precisa aprender a se comunicar nos moldes de Libra, pois caso não haja esse desenvolvimento, a tendência é refletir em Áries como seu Débito do Fim, implicando num excesso de força e dinamismo, quanto ao que pretender transmitir. A tarefa do “Javali” demonstra que certos relacionamentos imprevistos podem interferir nos propósitos da meta: Antes de capturar vivo o terrível javali, Hércules se envolveu numa briga inesperada, tendo que matar vários centauros, caso quisesse prosseguir viagem. O que gera Leão é o signo de Escorpião, como Crédito: O despertar da força sexual se relaciona com o grande impulso idealista do Leão. A própria fase sexual, descrita por Freud, representa muito bem a origem desse impulso leonino. O “Leão de Nemeia”, como fator que promovia a invulnerabilidade representa a atuação bem sucedida – psicologicamente – nessa fase. Peixes na oitava casa e Escorpião na quarta, o condicionam a uma espécie de herança cármica, ou impulso – associado a um passado remoto, cujas experiências vivenciais refletem na atualidade – como um fator hereditário (genético). O Débito está representado em Touro – Isso indica que sua energia visa sempre o Valor, pois ela não deve ser um desperdício em futilidades. O Crédito do Meio como gerador de Virgem – Indica que o Leão centraliza com exagero (Sagitário) sua energia no sentido da doação; por necessidade de fazer, de realizar ou de demonstrar o que pretende ser; assim exacerba o potencial de seu Meio Ativo.
Hércules como executor dos doze trabalhos, ainda não significava o “eu legítimo”, mas a consciência mundana representando um personagem determinado pelo destino; era apenas a “máscara” que encobria a vontade espiritual de acordo com suas missões pré-determinadas, pela redenção existencial. O signo de Leão é o elemento que irradia o Heroísmo – toda missão transcendente se relaciona a ele -; eis o verdadeiro sentido dos trabalhos de Hércules. Esse Ascendente possui o componente biológico ideal para esse tipo de realização. Por isso, certas encarnações de grandes servidores da Consciência Cósmica, se relacionam com a figura do Leão (ou do signo), como por exemplo: Buda foi denominado o “Leão de Sachya” e Jesus o “Leão de Judá”.



(continua)



segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Apolo

Mito de Leão: Apolo


MITOLOGIA E ASTROLOGIA: Mito de Leão
Anterior: Os Trabalhos de Hércules

Este setor apresenta um texto original sobre um mito. Em seguida, sua interpretação conforme o sentido astrológico – pela caracterização de um Signo.




Os 12 Trabalhos de Hércules





12° Trabalho – Trazer Cérbero e Teseu dos Infernos

Teseu e Pirito tentaram raptar Perséfone, esposa de Hades (Plutão). Por isso, eram prisioneiros de Hades, no mundo subterrâneo. Hércules desceu pelos labirintos sombrios em busca dos infernos, recebendo a proteção de Mercúrio e Minerva. Realizou assim – passo a passo -, todas as façanhas dos mortos. Na travessia pelo rio Estinge, ele seria obrigado a ofertar o óbolo a Caronte – como pagamento ao barqueiro. Mas, o porte físico – daquele viajante da terra -, assustou Caronte, que o conduziu até a outra margem, sem nada cobrar. Finalmente, na sala do rei dos infernos, conseguiu obter permissão para levar Cérbero ao mundo dos vivos; desde que não houvesse uso de armas contra o monstro. Então, ele agarrou o cão – de três cabeças -, e numa tentativa de poder provocar o sufoco, impedia a respiração - de um focinho após outro -, mitigando as forças da fera, que assim se aquietou; levando sua presa até Euristeu. Depois, o conduziu de volta ao Hades, onde obteve a libertação de Teseu. Ainda nos infernos, valeu de grande auxílio para muitos, pois, até Prometeu foi desvencilhado – por ele – de uma águia que lhe comia o fígado.

Muitas outras façanhas foram atribuídas a Hércules: Durante os jogos olímpicos, chegou a concorrer frente ao próprio Júpiter – disfarçado de atleta -; e como não surgia um vencedor, o deus do Olimpo acabou se identificando e felicitando Hércules, em razão de sua força e habilidade. Certa vez, por questão de um ato violento acabou – por esse delito – se tornando escravo da rainha Onfale durante três anos. Nesse período, seu temperamento se modificou, pois o homem forte se tornara efeminado; usava vestes femininas e tecia lã, em companhia das servas de Onfale. Enquanto isso, quem usava a pele do “leão de Nemeia”, era a rainha. Vencida a pena, o intrépido filho de Alcmena e Zeus se casou com Dejanira. Numa ocasião, em viagem, chegando ao rio - onde Nesso fazia a travessia de viajantes -, permitiu que Dejanira fosse transportada para a outra margem pelo centauro, atravessando (sozinho) na frente. Mas, Nesso, em vez de realizar a travessia, raptou a moça. Ouvindo os gritos – de longe -, ele lançou sua flecha – embebida com o sangue da hidra de Lerna -, ferindo o centauro mortalmente. O moribundo entregou sua túnica ensangüentada, dizendo para Dejanira, que esta tinha o poder para conservar o amor do marido, caso ele a vestisse. Dejanira aceitou o presente, prometendo aplicar o recurso, na hora certa. Algum tempo depois, Dejanira desconfiou que o marido estava – preso - sob os encantos de Iola – uma prisioneira salva por ele em sua última expedição. Por intermédio de seu escravo Lichas, enviou a túnica ao marido, com as mais ternas recomendações; que sem suspeitar, a vestiu. Pouco a pouco, o veneno – de Nesso – foi penetrando em seu corpo e provocando terríveis queimaduras. Furioso, agarrou Lichas e o atirou no mar. Freneticamente, se contorcia na tentativa de arrancar a túnica, que quando se rasgava, mostrava pedaços de sua epiderme, coladas no tecido. Nesse estado deplorável, se conformou e decidiu se preparar para a morte. No monte Eta, pediu a Filoctetes – seu amigo -, para montar uma pira funerária; depois, se deitou sobre ela coberto pela pele do leão, indicando para que o fogo fosse atiçado. Em instantes, as chamas consumiram tudo que havia de mortal em Hércules. Mas, Júpiter desceu do céu, levando o herói (com pira e tudo) para  o Olimpo, com a aprovação de todos os deuses. Até Juno, sua maior inimiga, com ele se reconciliou, permitindo que sua filha Hebe, se tornasse sua esposa. Ao alcançar seu lugar no céu, quem realmente sentiu com isso, foi Atlas, pois o peso do firmamento tinha sofrido um aumento, considerável...



Apolo (Febo)

Filho de Júpiter e Latona, era também irmão gêmeo de Diana. Ainda na adolescência, teve que perseguir e matar – com suas flechas -, a serpente Píton, para defender sua mãe. Para se purificar dessa morte, construiu no local seu oráculo: o oráculo de Delfos; e a pele da serpente serviu para cobrir a trípode da pitonisa. Ele era o pai de Asclépios, que por ter aplicado a arte de ressuscitar os mortos – sem permissão dos deuses-, foi fulminado por um raio. Apolo então lançou setas contra os ciclopes dos raios, sendo por isso, exilado do Olimpo. Durante o exílio, viveu na terra, sempre acompanhado de sua lira. Pã e o sátiro Marsias – tocadores de flauta -, competiam com ele na arte de tocar. Sendo ferido por uma flecha de Cupido, ficou apaixonado pela ninfa Dafne, que recusava todos os seus pretendentes – pois não queria se casar jamais. Apolo suplicava desesperadamente o amor da ninfa, que sempre fugia – quanto mais fugia mais se encantava. Até que certa vez, nessas perseguições, ela invocou Peneu – um rio deus, seu pai -, sendo metamorfoseada em arbusto. Daí em diante essa planta se tornou a preferida de Apolo: um loureiro, que ele abraçava e beijava como se fosse Dafne. 


Faetonte

Faetonte, seu filho, queria provar a Io e a Epato, que era filho do Sol. Diante de Apolo, esclareceu o motivo de sua visita: necessitava de auxilio. Movido pelo amor paterno, jurou – pelo rio Estinge -, que não negaria nada a seu filho. Ele então lhe pediu permissão para guiar a “carruagem do Sol”, e iluminar o mundo por um dia; como o juramento era irrevogável, e o consentimento não podia ser evitado, obteve assim o veículo. Mas, os cavalos do Sol, cismados com o falso condutor, deixaram de seguir o caminho natural, ora passavam muito baixo sobre a terra, ora muito alto. Geia, assustada, clamou o auxílio de Júpiter, que de imediato, lançou um raio contra Faetonte (existe certa controvérsia entre Apolo e Hélios, como no caso desta passagem confusa, que portanto, vale apenas como ilustração):

Carruagem do Sol

 Apolo era o deus da música, medicina, inspiração poética e profética; e também o guia que presidia os concertos das nove musas. Em sua eterna mocidade, inspirava as pitonisas no templo de Delfos. No inverno, ficava nos paises boreais, aonde o dia não se findava; sempre com seu arco e flechas, e a lira que havia ganho de Mercúrio. Era guardião da Pureza, muito embora, como deus do universo masculino, em contraposição a Ártemis, que regia o feminino. Aquecia a natureza, fazia germinar, crescer e florescer todos os seres, pela virtude da vida.

(continua)



sábado, 9 de outubro de 2010

Trabalhos de Hércules

Mito de Leão: Os Trabalhos de Hércules


MITOLOGIA E ASTROLOGIA: Mito de Leão
Anterior : Hércules


Este setor apresenta um texto original sobre um mito. Em seguida, sua interpretação conforme o sentido astrológico – pela caracterização de um Signo.



Os 12 Trabalhos de Hércules






6° Trabalho – Capturar o Touro da Ilha de Creta

O touro da ilha de Creta, alem de sua conseqüência no caso do Minotauro, ainda foi enfurecido por Netuno – para castigar Minos -, se tornando um terrível animal – lançador de chamas pelas narinas -, era responsável por várias devastações. Hércules, num salto, agarrou o touro pelos chifres, e em montaria, domando – e guiando com sua força -, se dirigiu até Euristeu. Mas, o rei – indiretamente – deixou o touro escapar, pois o disponibilizou como presente à Juno (Hera); que não aceitava nada associado a Hércules, então o soltou. Assim, Hércules teve que empreender nova captura; e matou o perigoso animal.




7° Trabalho – Furtar os Cavalos de Diomedes

Diomedes, rei da Trácia, cruel filho de Marte e Cirene, criava cavalos e éguas de guerra nos pântanos de sua terra. As éguas: Pondargo, Lâmpon, Xanto e Dino, eram selvagens e ferozes demais – lançavam fogo pelas narinas -, e ainda preferiam a carne humana como alimento – atacando e devorando todos que lhes cruzassem o caminho. Diomedes, lhes entregava os estrangeiros descuidados – que adentravam essas paragens – para a devora. Em luta, Hércules levou de vencido a Diomedes e ainda o lançou contra suas próprias bestas, que o devoraram. Após esse fato, as feras - de modo estranho - se acalmaram e foram facilmente conduzidas. Assim, com seu amigo Abdero, o herói executou a tarefa, prendendo os cavalos e as éguas, num campo que se fechava, como num vale sem saída. Eufórico com o triunfo, ele permitiu que Abdero tivesse a honra de conduzir os animais pela passagem e realizar o retorno. Entretanto, inesperadamente, estes - se enfureceram –, em disparada pisotearam Abdero e fugiram. Desconsolado – e quase sem ânimo -, teve Hércules que deixar seu amigo morto, e partir na captura das bestas. Novamente ele conseguiu dominar os cavalos, que foram conduzidos com toda a prudência até ao mestre domador. Livres do terror, o povo da terra aclamou o grande herói por seu trabalho. Hércules então mandou construir na Trácia a cidade de Abdero, em honra de seu amigo.





8° Trabalho – Enfrentar as Amazonas

Euristeu à pedido de sua filha Admeta, ordenou a Hércules para que fosse buscar o cinto de Hipólita, rainha das amazonas – utensílio que havia sido dado por Marte como símbolo de Coragem. As amazonas formavam uma nação de mulheres guerreiras que criavam apenas as crianças de sexo feminino, as outras eram mortas ou enviadas para outros paises. Essas mulheres indomáveis viviam do saque e da caça, e suas vestes eram de peles de animais ferozes. Antes da chegada ao pais das amazonas, Hercules e a expedição – que incluía Teseu – passaram por várias aventuras. Lá chegando, foram muito bem recebidos por Hipólita, pois, inclusive concordava em ceder seu cinto. Mas, Juno apareceu disfarçada de amazonas, noticiando em altos brados, que a rainha estava sendo raptada por esses estrangeiros. Com isso, a embarcação foi imediatamente atacada. Julgando ter sido uma traição de Hipólita, Hércules a matou, levando consigo o cinto, que foi entregue a Euristeu.





9° Trabalho – Limpar os Estábulos de Áugias

Neste trabalho, Euristeu – atacado de inveja – tentou humilhar o herói. Áugias, rei de Elida, possuía três mil bois, mas, era por mais de trinta anos, que seus estábulos não tinham sido limpos. O rei prometia dar a Hércules um décimo de seu rebanho, caso ele conseguisse remover os estrumes – que eram verdadeiras montanhas – em um só dia. O herói então desviou os cursos dos rios Alfeu e Pineu, que passaram a verter suas águas por entre as estrebarias. A forte corrente varreu a imundície acumulada, levando o esterco pela enxurrada. O reino ficou purificado em apenas um dia. Mas, o rei recusou pagar o prometido. Hercules então saqueou a cidade e matou Áugias. Após cumprir esse trabalho, decidiu fundar os jogos olímpicos.




10° Trabalho – Furtar os bois de Gerion

Para realizar essa tarefa Hércules passou por vários paises, tendo que abrir uma montanha pelo meio, formando o estreito de Gibraltar – as denominadas colunas de Hércules. Gerion, filho de Crisaor – descendente da Medusa -, era um monstro gigantesco de três cabeças, que eram posicionadas, em função da tríplice mobilidade – até os quadris – de seu corpo, o qual se integrava em rarefeitos sentidos dimensionais da matéria. Ele tinha um enorme rebanho de bois – avermelhados – que eram guardados e pastoreados pelo gigante Eurition e por um cão de duas cabeças. Hércules enfrentou primeiro o cão, que logo foi morto, atacando em seguida o pastor gigante, o qual também tombou. Entretanto, Gerion foi informado do ocorrido e perseguiu o herói, iniciando uma luta de gigantes, mas foi liquidado. Finalmente, conseguiu embarcar o rebanho e voltar, conseguindo entregar boa parte dos bois ao rei – visto que muitos se perderam devido aos transtornos de viagem.





11° Trabalho – Recolher as maças de ouro do Jardim das Hespérides

O grande enigma dessa tarefa era que Hércules nem sabia onde se encontrava esse Jardim das Hespérides. Essas maçãs de ouro eram de Juno, as quais exigira a plantação nesse jardim, para perpetuar o presente que recebeu de Geia em suas núpcias. O local era guardado pelas – ninfas - hespérides e ainda sob a proteção de um dragão de cem cabeças. Depois de várias buscas no sentido norte, sul, leste e oeste, como tentativa final, Hércules chegou até Atlas. Atlas, o titã derrotado na guerra dos deuses, estava assim condenado a sustentar o peso do céu. Como ele era tio das hespérides, devia saber onde se encontravam as maçãs. Por causa disso, Hércules teve que sustentar o firmamento em seus próprios ombros, para que Atlas pudesse ir ao jardim. Depois de algum tempo, Atlas voltou, trazendo os preciosos frutos de ouro, os quais foram entregues ao rei.



(continua)





quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Hércules

Mito de Leão: Hércules

MITOLOGIA E ASTROLOGIA: Mito de Leão
Anterior: Mito de Câncer - A Quarta Casa

Este setor apresenta um texto original sobre um mito. Em seguida, sua interpretação conforme o sentido astrológico – pela caracterização de um Signo.



Hércules

Hércules (Héracles) era filho de Zeus e Alcmena, esposa de Anfitião, rei de Tebas. Logo após seu nascimento – sem tão pouco se assustar -, ele estrangulou – em seu próprio berço – a serpente que Juno mandara colocar em seu leito. Quando jovem teve vários mestres: Castor, que lhe ensinou a arte do combate; o centauro Quiron, que foi seu professor de astronomia, medicina e outras matérias. Apesar das perseguições de Juno, tinha a proteção dos deuses; se desenvolveu muito em altura e possuía uma força descomunal. Vítima das artes – mágicas – de Juno, passou a ter ataques de loucura, chegando a matar Megara, sua primeira mulher. Assustado com o ocorrido, foi consultar o oráculo de Delfos – em busca de alívio -; sendo condenado a servir Euristeu, durante doze anos; e assim, incumbido de executar seus doze grandes trabalhos. Isso se esclarecia pelo seguinte: Zeus (Júpiter) – concordava -, em razão dos nascimentos dessas duas crianças, a primeira que visse a luz - entre o filho de Alcmena (Hércules) e o filho do rei das Micenas (Euristeu) -, obteria o poder sobre a outra. Juno, se valendo dos favores da deusa dos partos, conseguiu que Euristeu nascesse primeiro que Hércules.




1º Trabalho – Combater o Leão de Neméia

Próximo a Neméia havia uma floresta onde habitava um enorme Leão, o qual devastava aquele vale. Euristeu, então passou a seguinte tarefa para Hércules: trazer a pele do leão de Neméia. Assim, armado de arco e flechas foi atacar o monstro. Porém, mesmo com toda habilidade, as setas não penetravam a pele do leão; a fera era invulnerável – nenhuma arma poderia lhe ferir -, pois, teria que ser enfrentada de frente. Sem vacilar, Hércules agarrou o leão e – sem armas - o estrangulou. Depois, levando nas costas o animal, foi em busca de Euristeu, onde – frente ao rei – lhe arrancou a pele, com as próprias unhas. Muito assustado, o rei abriu mão da pele; ordenando para que os despojos fossem retirados da cidade. Hércules, então decidiu vestir a pele, e nesse instante, se tornou invulnerável.


2° Trabalho – Combater a Hidra de Lerna

O lago de Lerna, na realidade, era um charco profundo, onde habitava uma serpente gigante, a qual possuía nove cabeças. Para esse combate, Hércules foi acompanhado de seu sobrinho Iolas. O fato é que, quando uma dessas cabeças era cortada, renasciam, três outras em seu lugar. Para solucionar o problema, enquanto Hércules ia cortando uma das cabeças, Iolas – se valendo de um tição -, cauterizava o corte feito. Do Olimpo, assistindo essa luta, Juno, preocupada com a possível vitória dos dois, enviou contra essa façanha, um caranguejo, o qual picou o pé de Hercules, sendo em seguida esmagado; mas acabou sendo colocado no céu (pelos deuses), formando assim a constelação de Câncer. Como a cabeça do meio era a mais importante, mesmo depois de cortada e cauterizada, precisou ser esmagada – com uma rocha enorme -, para determinar – sem nenhuma dúvida – a morte da hidra. Finalizando o trabalho, Hércules colheu o sangue venenoso da hidra, pois, suas flechas, assim embebidas – desse poderoso veneno -, haveriam de ferir todo inimigo, mortalmente.




3° Trabalho – Buscar o Javali de Erimanto

Erimanto era uma montanha, onde existia um javali, que destruía quem dele se aproximasse. Sem armas, Hércules o apanhou vivo. Quando Euristeu viu o javali – vivo – sobre os ombros de Hércules, fugiu de tanto espanto.




4° Trabalho – Agarrar a corça dos pés de bronze

Havia uma corça com pés de bronze e cornos de ouro, tão ligeira, que ninguém seria capaz de agarra-la na carreira. Sendo uma serva consagrada de Diana, não podia ser caçada com fechas. Hércules perseguiu-a no bosque durante um ano, onde era sempre enganado por Diana, que camuflava – de todas as maneiras – a pista da corça. Depois de muito esforço e paciência, conseguiu apanha-la – sem nenhum utensílio ou artifício -, pois a corça havia sido vencida pelo cansaço.




5° Trabalho – Esterminar os pássaros do lago Estínfale

No lago Estínfale, viviam pássaros amestrados por Marte, que eram monstruosos. Os tais tinham bicos de ferro, que eram afiados como uma espada, suas asas podiam abater suas vítimas com a força de um dardo arremessado por um forte atleta; suas garras, se igualavam aos bicos em força, sendo agudas e penetrantes. Essas aves formavam no céu, uma espécie de nuvem espessa, a qual determinava certa interceptação da luz do sol. Quando Hércules avistou o lago Estínfale, um coro de aves, dissonante e ameaçador, foi aumentando seu volume, à medida em que este se aproximava. Para essa tarefa, ele havia recebido de Minerva, um címbalo de bronze. Em pleno lago e munido do címbalo, sem vacilar, ele golpeou bruscamente os dois pratos. Um som agudo, penetrante e intolerante – produzindo harmônicos de todos as ordens – repercutiu nos ares, como se advindo de um reino sobrenatural. Mesmo sem poder suportar a emissão de tão desagradável cacofonia, ele continuou golpeando violentamente os pratos. Perturbados, pela exasperação do ruído, as aves foram se elevando – desesperadamente – aos ares, chilreando, até desaparecerem para sempre. Pouco a pouco, o silêncio foi tomando conta do lago Estínfale.



(continua)



sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Atributos do Sete

ESTUDOS DE NUMEROLOGIA: Atributos do sete
Anterior: Relações Numéricas



Atributos do sete


Não serão citadas aqui as inúmeras atribuições - já conhecidas, ou seja, populares – do número sete (a não ser quando for necessário), e sim suas propriedades em relação aos 144 números; que são muito importantes.

Conforme já foi definido em Relações Numéricas, pelas propriedades do número –B-:

O número -B- que é divisível por 7, 11, 13, 77, 91 e 143, tem como propriedades:

N x 7 = -B- ÷ 143 ou N x 143 = -B- ÷ 7 (N = um número qualquer)

N x 11 = -B- ÷ 91 ou N x 91 = -B- ÷ 11

N x 13 = -B- ÷ 77 ou N x 77 = -B- ÷ 13

Se 1 x 7 = 7 → 145145 / 143 = 7 (pois: 145145 ~ -B- de 1); e 1 o primeiro (entre os 144) e 143 o penúltimo (144 – 1); e como 143143 ÷ 143 = 1001 → 7 x 143 = 1001 (1001 ~ 137 Mensurável); e 7 x 11 = 77 ~ -B- (11) ÷ 143 = 77; e 7 x 13 = 91 ~ -B- (13) ÷ 91 e ~ -B-(11) ÷ 77 = 143; e –B- (144), ou seja 144144 / 143 = 144 ~ 143 x 144 = 144 (20592) ~ 144144 / 7; então, fica assim definido o número –B- em razão – apenas - destas propriedades aritméticas, configuradas em função do 7.

Realmente, o número –B- representa um fator numérico – para os 144 números – sob a forma integral (figuradamente). Pois, conforme os 22 axiomas – em seus indicativos de dualidade ou polarização -, como lógica existencial de tudo, essa junção de um número – por duplicidade -, como acontece em –B-, pode configurar esse sentido. Por exemplo, -B-(144) equivalente a 144144; nessa junção, os três primeiros, são como que indicação da forma quantitativa, e os restantes da qualitativa; como se a fórmula de grandeza (G = U x M) se reformulasse em: G = Quantidade ^ Qualidade, determinando integração (por simultaneidade). Integração, assim como sucede no sistema dos 144 números: Número e Palavra Chave; e, simultaneidade também tem sentido de identidade (localização); pois se estabelece como representação consecutiva de uma “outra coisa”; vale dizer, a identidade não seria a “própria pessoa”, mas seu indicativo necessário, simultâneo. Daí, o número –B- deve servir como meio de identificação (nas investigações, pesquisas e interpretações). Então, -B- (N)  ou «N(3 dígitos)N(3 dígitos)», expressa a qualidade polarizada de um número (integrado), pois, só 137 apenas, por exemplo, é isolado (por definição) e precisa dessa representação: 137137, em sua manifestação plena (equilibrada e polarizada, como numa balança).

Significado de –B- em relação a 7 e 143

Em 143 (11x13), falta 1 para completar 144; em 11 também, em relação ao 12; e 13 excede 1 de 12. Em poucas palavras, divisões ou multiplicações por 7 ou 143, expressam (qualitativamente) o processo implicando todos (no conjunto dos 144 – 1), com exceção do número (qualquer um) aplicado em tais operações, que assim passa a figurar como elemento isolado do grupo. Nessa operação, o dito número é denominado “isolado”, porque simboliza estar dividindo (repartindo) com todos (os 143), menos consigo próprio; e isso define o 7 ou o 143 com sentido de “outros” em contraposição ao fator “individualidade” numérica (qualquer). O 7 se destaca como Princípio Passivo (“os outros”) em relação ao 1, Princípio Ativo (“individualidade”); o 143 (Súplica) é indicativo da condição “em que os demais” (144 – 1) figuram (prevalecem) em razão de 1 (143143 ÷ 7 = 1); Súplica 143 – 22 Intransponível = 121 Independência: sob as condições de “Súplica”, impossível se torna, desvencilhar do próprio sentido de “Independência” – tipo de resolução isolada (isso até exige em refletir quanto a validade por questão das chamadas “rezas em grupo”).


Progressão Aritmética por 7

No círculo dos doze (Zodíaco) o 1 (Coragem) como conseqüência, progride em “oitavas”; 1 + 1 = 2 (Silêncio), seu oitavo elemento; 2 + 1 = 3, oitava de 2; 3 + 1 = 4, idem (indicando individualidade, um fator consciente, em seqüência, seu inconsciente). A progressão por 7 avança em seqüência circular direta, ou seja, associando hierarquias em ordem, e isso ocorre com qualquer número: 7 + 7 = 14 (7 Temperança; 14 é da hierarquia do Silêncio); 8 + 7 = 15 (8 Respeito; 15 é da Liberdade); ou numa ordem mais longa: 50 + 7 = 57 (da hierarquia doSilêncio para a  da Justiça) + 7 = 64 (da Justiça para a Honra) + 7 = 71 (da Honra para a Misericórdia), etc. De modo figurado, seria como se a progressão por 7, vai realizando (em relação aos 144) uma espécie de espiral (crescente) à partir de um número qualquer (vale vislumbrar também como tendo partido do centro), ou seja, vai avançando cada padrão do Zodíaco (que são doze), atingindo igual nível ou de grau pouco acima, como num “salto” (quântico?!). Salientando o fato de que, qualquer número mais 7 (n+7) equivale (entre os 144) ao próprio número menos 137 (Mensurável), então, isso se processa como numa medição; o que pode ser interpretado também “como na determinação de uma escala”, ou como “passagem” (integração) entre dimensões. Geometricamente falando, em razão desses “deslocamentos” em espiral (ou em parábola) na seqüência hierárquica (correta) do Zodíaco, fica transparecendo a realização de uma certa medida temporal, independente do próprio tempo (o Zodíaco vale de relógio – mostrador – do Tempo). Realmente, (7 + 144 = 151) 151 – 121 Independência = 30 Tempo; ou 151 – 30 = 121: “na hora” do 7 ocorre a Independência (como no caso da semana, que segue relativa mas independente). A própria teoria de divisibilidade (por 7) apresenta esse número como “balança”, pois implica em seguir numa dedução do dobro (duas partes iguais) do último dígito, até se concluir em razão de 7. Nas interpretações numéricas (de nomes, etc), a progressão por 7, pode ser de grande valia. Os números, múltiplos de 7, também devem merecer uma observação especial. Retomando o tema Comparação de Nomes:

Christian Friedrich Samuel Hahnemann ( iniciais: CFSH)

Christian: 101 Suficiência; Consoantes: 82 Vergonha; Vogais: 19 Beleza
Friedrich: 80 Resignação; Consoantes: 57 Outorga; Vogais: 23 Humildade
Samuel: 71; Consoantes: 44 Prosperidade; Vogais: 27 Sensibilidade
Hahnemann: 78 Inesquecível; Consoantes: 71 Estabilidade; Vogais: 7 Temperança
Total Geral do Nome: (330) 42 Princípio; Consoantes:(254) 110 Reversível; Vogais: 76 Regime.


Edward Bach (iniciais: EB)

Edward: 57 Outorga; Consoantes: 51 Realidade; Vogais: 6 Amor
Bach: 14 Comunicação; Consoantes: 13 Experiência; Vogais: 1 Coragem
Total Geral do Nome: 71 Estabilidade; Consoantes: 64 Diplomacia; Vogais: 7 Temperança

Na progressão decrescente por 7, de 92 número do Asc. de CFSH:

[ 92 85 78 71 64 57 50 43 ]

Figuram: 78 Hahnemann; 71 de EB e Samuel; 64 consoantes de EB; 57 de Edward

Na progressão crescente por 7, de 31 número do Asc de EB:

[ 31 38 45 52 59 66 73 80 ]

Curiosamente: 59 – 2 = 57 de Edward; 66 – 2 = 64 consoantes de EB; 73 – 2 = 71 de EB e Samuel; 80 – 2 = 78 de Hahnemann.

Outras Relações

A exegese do número 7, ou seja, seu significado em função de mensagens – ou textos – simbólicos pode variar, mas, em síntese indica: uma realização – finalizada – por progressão; ou de conseqüências simultâneas. Por exemplo: uma mensagem simbólica com os termos “7 castiçais” – em razão do 7 -, pode estar se referindo ao processo de desenvolvimento da energia (iluminação) como conseqüência do restante contido no texto (do castiçal até o sistema atômico – uma progressão: Progresso 95 – 88 Evidência = 7). O termo “sétimo” pode ter um sentido mais simples, como na frase “no sétimo dia descansou”; que pode ser discernida com a progressão natural do 7 (em seus múltiplos):

[ 42: 49 56 63 70 77 84 91 ] do 42 até sete etapas:

42 Princípio → 91 Regeneração (fator que exige descanso).

(continua)
Legado utilizado como bordão:
“Todo conhecimento que não pode ser expresso por números é de qualidade pobre e insatisfatória” (Lord Kelvin).

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