sexta-feira, 30 de abril de 2010

Para uma boa Interpretação Astrológica

ESTUDOS ASTROLÓGICOS: Interpretação

Anterior: Calculo Qualitativo de Premissas





Interpretação de Temas Astrológicos


Para uma boa interpretação astrológica é necessário estar ciente destas leis universais:

1) Lei de Causa e Efeito;

2) Lei de Atração entre Análogos e Homólogos;

3) Reencarnação;

4) Livre Arbítrio;

5) Lei de Justiça e Consonância.

Vários são os meios utilizáveis para a interpretação de um mapa astrológico, sendo desde os ensinamentos tradicionais até as condições lógicas altamente científicas, chegando a situações minuciosas, conforme este próprio método.

Primeiramente é preciso adquirir prática na utilização dos seguintes processos de interpretação:

1- Por signos nas cúspides das casas;

2- planetas nelas situados e seus aspectos;

3- situações dos planetas nos signos (domicílio, exaltação, etc);

4- pela força dos elementos (fogo, terra, água e ar);

5- pelos planetas regentes e os situados nas casas angulares;

6- pela força das dignidades planetárias (cardinal, fixo e mutável);

7- pela utilização dos triângulos de Bailey.

Destes métodos, todos são altamente válidos, embora que isolados não podem apresentar uma descrição minuciosa como a deste método.

Existe também o método de utilização das estrelas fixas que aqui não é empregado, pois, o fato de que são quase fixas essas estrelas (em volta do zodíaco), elas já deixam no signos tais influências. Com isso funcionam como parte integrante do signo em cuja proximidade estão situadas. É claro que existem uma influência estelar; mas este método substitui tal sutileza pela posição zodiacal dos 144 números.


Análise Intuitiva


É a análise feita através de um processo mental: o entendimento espiritual se manifesta intuitivamente pelas associações racionais.

Em síntese conforme Elman Bacher:

Na análise astrológica tendo como base a Lei de Reencarnação, é necessário observar o seguinte:

1- os signos das casas IV, VIII e XII;

2- os planetas nelas colocados e seus regentes, onde estão e seus aspectos;

3- considerar as situações dos seguintes planetas:


a) Júpiter – que rege a justiça pela lei de causa e efeito;

b) Netuno – que rege a tônica mais sutil da alma e serve para captar os diversos planos da criação;

c) Saturno – que rege o cumprimento da lei de causa e efeito;

d) Plutão – que rege o carma mais no sentido coletivo, mas pode também indicar o grau de evolução individual em relação à coletividade.


4- todos os planetas devem ser observados, considerando os seus aspectos como manifestações da lei de causa e efeito, sendo que o Sol e a Lua terão um destaque especial, bem como Vênus e Marte.

5- Verificar a tendência ao materialismo ou espiritualismo:
a) se o Ascendente contém Lua, Urano, Netuno ou Mercúrio e for signo de ar, a tendência será ao espiritualismo;
b) se o Ascendente contém Marte, Vênus ou Júpiter e for um signo de terra, a tendência será ao materialismo;

c) se os signos forem de água ou fogo a tendência será um estado intermediário.


6- observar a casa IX, seu regente e situação, planetas situados e aspectos. Como a casa IX é a mentalidade abstrata, deve indicar a graduação da personalidade; que deve ser correlacionada com as casas do destino (IV, VIII e XII).


A seguir deve ser utilizado o artifício de considerar a casa IX como sendo a casa III da vida anterior, ou seja, o cotidiano anterior; e pela lei de causa e efeito, verificar o que levou Júpiter (a Justiça) às situações da nova vida. A casa IX está relacionada com a casa III da vida anterior, porque representa o estudo superior nesta vida, coisa esta já trabalhada na vida cotidiana anterior, num nível prático ou inferior que nesta vida tende a expandir seu potencial. Resumindo, a casa IX representa os costumes adquiridos com o uso do intelecto numa vida anterior que ressurge nesta reencarnação manifestando a expansão de sua potencialidade. Em relação à casa IV, se encontra a nova oportunidade dentro do merecimento (família); com a casa VIII, o que deve ser transformado; com a casa XII a missão, o que deve ser compreendido profundamente ou redimido, para o cumprimento do carma.


7- observar o regente da casa XII. Seus aspectos negativos podem representar o seguinte:


a) Sol, representa o quanto se abusou do poder;

 b) Lua, o abuso da feminilidade;

  c) Saturno, a opressão e a irresponsabilidade;

 d) Netuno, carmicamente o engano e a ilusão;

 e) Urano, o desequilíbrio psíquico;

  f) Júpiter, a extravagância;

  g) Vênus, o abuso das posses e luxúria;

  h) Mercúrio; abuso do pensamento;

 i) Marte, abuso da força e da masculinidade.


(continua)


Legado utilizado como bordão:
“Todo conhecimento que não pode ser expresso por números é de qualidade pobre e insatisfatória” (Lord Kelvin).

domingo, 25 de abril de 2010

A Criatura Humana II

FILOSOFIA DOS NÚMEROS: Setor em que o autor expressa sua opinião; talvez ou muitas vezes não condizente com a própria opinião de algum outro leitor.

A Criatura Humana - II
A Criatura Humana I

O texto que antecede descreve – em parte – o envolvimento do fator espírito nas questões materiais (terrenas) da personalidade humana. A grande “falha” humana – principalmente em termos contemporâneos - consiste exatamente pela distimia ocasionada no espírito pela própria “indiferença” de suas “outras partes constituintes” - do ser como um todo -: corpo, alma e espírito -; quer dizer, fato consumado pelo distanciamento – cada vez maior – em razão da chamada “voz interior” da consciência. Essa pode ser considerada como a pior atitude da personalidade, que aliás, nem pode ser definida como presunção. Essa condição, cujo sentido aparenta “presunção”, não passa de um fato que se qualificou – dissimulou – ao longo das próprias reencarnações do espírito (e alma). Presunção sim, mas do próprio fator espiritual. A autonomia – absoluta – pela formação da personalidade é da competência do – fator – espírito; portanto, este se torna responsável por tudo – evidentemente -, pelo enredamento atual da humanidade. Este texto não se apresenta na pretensão de poder definir exatamente o sentido de “espírito humano”(o que é; de onde veio; para aonde vai), mas apenas para identificar o mesmo como componente da criatura humana. Mesmo porque, foi este (o espírito) que decuplicou sua situação “nefasta” – em termos de responsabilidade - perante o sentido eterno da Lei. Paradoxalmente, é ele o que existe de mais puro do ser, portanto, com todos os direitos de autonomia. E essa autonomia espiritual – sobre a personalidade – pode ser comprovada com os seguintes números: 144 + 58 (alma) – 92 (livre arbítrio) = 110 Reversível – isso significa que a alma tem “livre escolha”apenas de acordo com a própria contingência do destino. Raridade 50 + 144 – 92 = 102 Conciliação – disso se deduz que a mente (50) tem a liberdade de usar apenas sua coerência (reflexão) para poder “conciliar” as condições psicológicas da personalidade. Apetecível (corpo astral) 48 + 144 – 92 = 100 Opinião – isso significa que o corpo astral tem a liberdade de reação, ou seja, pode apenas opinar – participar nas reflexões – de acordo com sua sensibilidade. Penitência (corpo) 40 + 144 – 92 = 92 Arbítrio – isso já determina que o corpo físico (neste caso como: cérebro humano) se torna o próprio livre arbítrio atual – como instrumento do espírito. A alma seria o elemento que sintetiza o desenvolvimento espiritual – por ser um instrumento da vontade – que deve participar do livre arbítrio conforme os números: Arbítrio 92 – 58 (alma) = 34 Familiaridade – o Arbítrio classifica a “alma” como um elemento grupal - integrado em alguma espécie de “família” (um fator análogo). O passado (Inesquecível ) 78 – 20 Segurança = 58 (alma). O passado propriamente dito (78) mantém em sua contabilidade o “reflexo” da alma (58), seu comprovante histórico – elemento apenas participante de um grupo ( por classificação), que por outro lado – em contra partida – se encontra resguardado pelo espírito de forma atuante (viva): Inócuo (espírito 98) – 20 Segurança = 78 passado. Considerando a alma como base do comportamento da personalidade (analogias feitas em termos psicológicos devem ser apresentados em outros textos): é na “família” que ela deve encontrar o padrão capaz de especificar sua composição (formação quanto a futuras vidas terrenas). Então, é através da reencarnação – em determinada família – que a alma pode obter a sua requerida (ou exato fator de reajuste e sublimação em termos cármicos) educação (terrena) e sua específica qualidade genética para a sua própria formação mental e psicológica. Isso apenas em condições (normais) naturais na decorrência dos fatos (nascimentos “indevidos” - conforme consta em: Penas Irrevogáveis - não entram em conta); em razão da própria atração entre análogos e homólogos. Dessa forma – por intermédio do amor – pode um espírito manter se em sincronismo com os seus devidos “corpos” e seus imprescindíveis “semelhantes” – aonde prevalece a sua própria vontade – e nisso se encontra sua real responsabilidade. Por isso que nenhum psicólogo ou terapeuta seria capaz de modificar uma genuína vontade espiritual – devido a essa especial autonomia (como no caso do amor que já foi citado). E, é por isso que a hipnose não deve ser utilizada – valendo como uma grande e condenável agressão ao espírito -, por exercer influências externas diretamente sobre essa vontade autônoma. A hipnose pertence a um setor do Magnetismo (59). Os números explicam melhor: Alma 58 + 144 – 143 Súplica = 59 Magnetismo – isso por si só indica que esta é requerente de magnetismo (proveniente do espírito). A Súplica 143 significa: clamor, insegurança, dúvida, incerteza, submissão, incomodo, alerta, dor, etc. Espírito 98 – 59 Magnetismo = 39 Ilusão (é preciso ater quanto aos vários sentidos desse número 39: presunção; condicionamento; convencimento; influência; elemento virtual, oculto, etc) – isso esclarece os tipos de provisões (sob a forma magnética) fornecidas pelo espírito para a alma (seu elemento passivo). Portanto, sob efeito hipnótico a alma passa a receber influências externas – pode se dizer fora da jurisdição do espírito – que atuam como autênticos comandos sobre a mesma. Tudo no que isso possa repercutir sob essas condições deixa de ser válido – em termos de vida autêntica -, pois não houve a participação do espírito. Caso ocorra um crime sob estas circunstâncias – efeito hipnótico – a pessoa em questão fica isenta desse delito perante a Lei (e o carma), pois: alma 58 + 144 – 121 (Independência = autonomia) = 81 Revogação (nulo; inválido). E a alma só atende a tais comandos – inocentemente – por seu própria feitio; isso é de sua natureza, conforme os números: alma 58 – 39 Ilusão = 19 Beleza. A alma – em sua própria natureza – pode ser comparada a um “infante” que necessita ouvir de seus pais (ou tutores) “contos” fantásticos (que exaltam a fantasia e a mística) antes de dormir; pois é requerente desse encantamento. A alma humana (58 – 29 Maravilho = 29 Maravilhoso), em sua espécie, adveio – qualitativamente – pela “conjunção” entre dois elementos análogos num confronto por evolução: o encontro da espécie animal em seu ápice com o elemento de “resguardo” (vestimenta espiritual) pela descida do espírito. Poderia ser dito que a alma humana surgiu por uma espécie de “ressonância” entre dois elementos, embora análogos, mas distintos, por evolução. E, o signo de Sagitário em seu simbolismo (o centauro) ilustra melhor esse fato: um ser em cuja figura apresenta uma forma humana em “conjunção” com a de um animal – o cavalo.

E, isso Darwin não soube incluir como possibilidade em sua teoria das espécies – que abrange apenas o nível terreno – somente por desconhecer (conforme: As Revoluções de Um Princípio).

(continua)

Legado utilizado como bordão:

“Todo conhecimento que não pode ser expresso por números é de qualidade pobre e insatisfatória” (Lord Kelvin).







sábado, 24 de abril de 2010

Cálculo Qualitativo de Premissas

ESTUDOS ASTROLÓGICOS: Interpretação Astrológica






Cálculo Qualitativo de Premissas

De acordo com a lógica formal - que apesar de já estar superada (conforme foi visto em: Lógica Relativa ou Natural), ainda assim pode ser utilizada no estudo de símbolos astrológicos -:

Premissas são afirmações inerentes a um silogismo. Quando se estuda um símbolo é preciso formar uma preposição (afirmação provisória) para se chegar a uma conclusão de seu significado. Geralmente se torna possível encontrar uma afirmação dentro de um Conjunto Universo (premissa maior) e outra em função de uma individualidade (premissa menor), termos estes, que podem determinar uma conclusão (silogismo). Para que essa primeira afirmação não seja aleatória, é preciso fazer o “cálculo das premissas”da seguinte forma: se dentro do “conjunto universo de movimentação perpétua das coisas”existe uma possibilidade de localização de um dado elemento do conjunto, então deve existir uma lei que rege esse movimento.

Tal lógica implica no seguinte princípio: Lei de atração entre Análogos e Homólogos. Os elementos análogos se atraem e se agregam dentro de um limite específico e, se sendo homólogos se unem, formando uma terceira manifestação, também análoga aos mesmos. Os análogos podem ser relativos num conjunto universo ou semelhantes numa individualidade parcial (de confronto) .
Os homólogos podem ser: consonantes ou dissonantes, ou melhor, amantes ou rivais, criando com isso toda a trama de movimentação. Como já disse Debussy: “Todas as doze notas da escala cromática se combinam entre si”. Então, todos os elementos podem ser homologados (como amantes ou rivais), é claro, se pertencerem ao mesmo conjunto.
O raciocínio para o cálculo de premissas deve ser o mais simples possível, pois os elementos (materiais, astrais, mentais, humanos, simbólicos, etc), dentro de suas possibilidades, procuram a forma mais cômoda para a adaptação, ou melhor, para a homologação. Num cálculo qualitativo estando de posse de pelo menos dois símbolos, se torna possível somar, subtrair, multiplicar, dividir e quem sabe utilizar se de cálculos mais complexos, sempre é claro, dentro do bom senso. O raciocínio é idêntico ao utilizado na matemática aplicada.
Como são apenas “símbolos”, necessariamente, é preciso encontrar um denominador comum entre ambos. Exemplo:

Signo de Câncer; Signo de Escorpião – elementos de água (denominador comum).

Soma: Câncer + Escorpião + Peixes = muita água (síntese)

Neste caso, se encontra a água em seus três níveis: água ácida, básica e sálica – o que pode ser estudado conforme: Fundamentos Qualitativos do Triângulo. Se a soma implica em síntese, a subtração resulta num sentido analítico:

Câncer – Escorpião = ao fator que homologa a água num sistema quer digestivo com outro de excreção.

Na multiplicação se encontra o fator potencial estabilizado:

Câncer X Escorpião X Peixes = ao equilíbrio da água no movimento perpétuo (água digerida, destilada e absorvida.

A divisão qualitativa em astrologia tem mais utilidade, como raciocínio aplicado aos pontos progredidos de um tema; onde se torna possível encontrar a menor analogia simbólica possível, que cumpra aquele aspecto. Por esse meio é possível encontrar elementos ideais para a “sublimação” de aspectos em conflitos, que estão ocorrendo naquela fase progredida – situação:
Uma quadratura por progressão pode ser abrandada se for cumprida sua mínima exigência simbólica naquela fase. Mas é necessário muito cuidado e bom senso para valer se da divisão qualitativa entre símbolos.

Em astrologia, devido a sua complexidade, é preciso utilizar o “cálculo de valores qualitativos” – sutilezas por analogia -, valendo-se de premissas menores, onde uma premissa maior deve confirmar a resposta ou o resultado final obtido.
O mapa em seu todo é como uma premissa maior, por isso, não é fácil entender o mecanismo global de um tema; quando não se encontra um ponto de partida como determinante.
Entretanto, existe um elemento que pode ser fundamental para o início da pesquisa: o ascendente.

Esse elemento, o ascendente, fonte de todas as manifestações é o laboratório de todos os experimentos indicados no mapa, então é preciso ser estudado da melhor forma possível, para saber como ele corresponde, em cada situação que se encontrar.
Na hora do nascimento, pela qual se determina o ascendente, a força energética latente, necessita de uma condição limitante que condense tal potencialidade para a manifestação física.
Para essa condição resultante, então surge simbolicamente a cruz, que representa a mais densa forma de restrição energética, ainda dentro de uma possibilidade de ação. Essa possibilidade de ação sob a forma tridimensional, material, já dentro do plano terreno, sem sua completa autonomia – antes que ocorra a sua adaptação necessária -, é o ascendente (representante do corpo físico).




Na interpretação do ascendente - à princípio -, este deve ser considerado como um elemento “enredado” na cruz, ou seja, com um signo oposto e dois outros em quadratura (essa simbologia facilita o entendimento sobre um signo ascendente). O ascendente em si e seus regentes representam uma síntese – portanto vale como uma premissa maior. As condições dos regentes – que podem estar em outros signos – e seus aspectos, indicam formas de atuações do ascendente.
Com dois signos na primeira casa – indica mudança no caráter conforme as condições em que se encontram seus regentes.
Os graus do ascendente, dos regentes, dos outros planetas e das outras cúspides (casas) implicam em detalhes; que são indicados conforme a lógica dos 144 números.


Este texto – escrito em 1983 - está sendo reapresentado porque: tal conhecimento foi de crucial importância para a descoberta dos 144 números.

(continua)


Legado utilizado como bordão:

“Todo conhecimento que não pode ser expresso por números é de qualidade pobre e insatisfatória” (Lord Kelvin).





domingo, 18 de abril de 2010

A Criatura Humana

A Criatura Humana em sua transcendência - definida conforme a lógica dos 144 números.


A Criatura Humana



A criatura humana – encarnada na terra – se compõe em corpo, alma e espírito, sendo seu corpo físico a síntese de sua personalidade, de acordo com sua própria constituição anatômica (isso pode ser relacionado com: os Fundamentos Qualitativos do Triângulo). Como essa constituição (pode se dizer, geométrica) está associada ás condições de higidez do corpo, disso se conclui que, só a forma – em sua representação analítica – já determina as características “atuais”da personalidade - e, para esse tipo de análise existem inúmeros sistemas. Espírito está relacionado com o número 98 (Inócuo) em razão de suas próprias indicações: 97 Veracidade / 98 Inócuo / 99 Maturidade; ou, Inócuo 98 – 80 Resignação = 18 Eternidade; ou, Inócuo 98 – 88 Evidência = 10 Pureza; e, conforme várias outras relações. O Inócuo 98 – 14 Comunicação = 84 Higidez; estes números indicam que o espírito tem como meio de comunicação a Higidez, ou seja, ele depende – em sua atuação e direção – do estado de saúde – robustez – do corpo físico; isso em todos os sentidos, quer dizer: físico e mental. Em suma, fisicamente, ele é o responsável pela elaboração do sangue no organismo (que por enquanto não seria possível entrar em detalhes). Mas, para que isso ocorra, ele depende de uma outra espécie de corpo da criatura humana: o corpo astral – também chamado de corpo dos desejos – por isso, relacionado com o número 48 Apetecível. O corpo astral é uma espécie de vestimenta da alma (58 Intimidade ou alma), ou um tipo de elemento que se identifica com o estado de pureza da mesma, conforme os seguintes números: 58 (alma) – 10 (Pureza) = 48 (corpo astral). Esse corpo astral também é conhecido como od, grinalda irradiante ou corpo da saúde – por ser aquilo que constitui – de certa forma – a aura magnética do corpo físico. É esse corpo dos desejos que determina a Raridade – personalidade – física do espírito, de acordo com os números: Espírito 98 – 48 Corpo Astral = 50 Raridade (personalidade). Esse elemento pessoal (50 Raridade) tem como estado de pureza a própria condição do corpo físico (40 Penitência = corpo físico, por ser o fator de confinamento e integração final); 50 – 10 = 40. Então, as condições de saúde implicam também no atuar da personalidade porque: não pode haver uma reação psicológica que não seja consentânea a um estado fisiológico. Disso se conclui que, corpo, alma e espírito se integram através do corpo desejos 48. Para demonstrar que o espírito enfim é tudo, temos as seguintes relações: 98 (espírito) – 48 (corpo astral) = 50 (Raridade) – o espírito determina seu “temperamento” através de seu corpo astral. Espírito 98 – 58 Alma = 40 corpo físico – a alma determina o corpo físico; ou o corpo físico reflete a alma: 98 – 40 = 58. O princípio do livre arbítrio se encontra nesse elemento mediador (50), que se torna um “fator psicossomático” de acordo com estes números: Livre Arbítrio 92 – 42 Princípio = 50 Raridade (mente). Entretanto, como há sempre uma possibilidade dessa “personalidade” poder ser aprimorada – através da correta higidez orgânica ou pelo esclarecimento mental -, quem sempre “domina” deveras é o espírito, porque: Espírito 98 – 6 Amor = 92 Livre Arbítrio: “ele” ama o livre arbítrio, ou seja, não pode admitir outra “escolha” assim tão divergente da própria. Isso significa que o livre arbítrio do espírito (98 – 92 = 6) se manifesta através do amor, ou melhor, só ele é que pode determinar o sentido do Amor (o querer, o gostar e o escolher). Por isso que, muitas vezes, as pessoas – incluindo grandes pensadores – não conseguem (por mais que reflitam) entender esse tal “mecanismo” do Amor (- Qual a razão deste sentimento inesperado?!). Daí, surgem (sem nada contra) inúmeros livros e canções (e outros recursos mais) sem se chegar a um desfecho satisfatório diante dessa questão – em sua definição -; a qual acaba se transformando numa temática inesgotável. O fato é que: Espírito 98 – 37 Responsabilidade = 61 Ascensão – sendo responsável pela própria ascensão ele emprega seus recursos. Mesmo porque: espírito 98 – 43 Concepção = 55 Harmonia (concebe a harmonia); 98 – 17 Criatividade = 81 Revogação (sabe como anular o que for necessário); 98 – 40 Penitência = 58 alma (seu corpo é a alma, significando também que: o “castigo” ou penitência deve refletir sempre sobre a mesma). Diante dessa autonomia espiritual torna se possível o esclarecimento de muitas causas – muitas vezes – insolúveis perante a ciência materialista. Principalmente agora, nessa época – das grandes transformações obrigatórias da humanidade – onde o fator “espírito” se encontra na contingência de um despertar absoluto – para a sua prestação de contas existenciais e universais -, que este (o espírito), poderá “insurgir” (ainda mais) com muito mais vigor contra a criatura humana terrena. Portanto, esta época, deve apresentar mais “amiúde” essa autonomia espiritual, que quando natural (normal) se expressa apenas como a serena (mas objetiva) “voz interior”, chamada assim por muitos. Quando não mais ouvida se reflete – de acordo com os inúmeros recursos de comando que possui -, cada vez mais intransigente – pois vai se tornando “inconsciente” dentro sistema -, a ponto de atingir o padrão de Alerta – fator regido pela Súplica (143) -, em cuja forma de manifestação – já modelada no plano astral -, repercute em “duras penas” para a criatura humana – condição que quase ninguém sabe explicar. São os chamados transtornos da personalidade, os quais, na maioria dos casos, estão apenas associados ao teor sanguíneo da mesma – elemento elaborado pelo espírito, que nessa condição reage de forma atabalhoada em sua contingência. O fato é que, ao atingir a Súplica (98 + 144 = 242 – 143 Súplica = 99 Maturidade) atrai – cada vez mais – elementos de aceleração e finalização, os quais servem para a maturação no sentido de todas as coisas; condição implicada em sentimentos desesperadores – em termos de manutenção.

Resumindo (empregando os recursos do triângulo): entre Ação, Reação e Retroação –  a grosso modo – o espírito atua também como um fator de Retroação, em termos de análise da criatura humana nesse sistema.

(continua)


quarta-feira, 14 de abril de 2010

Fundamentos Qualitativos do Triângulo (2)



Informes anteriores sobre o assunto:
Fundamentos Qualitativos do Triângulo (1) (para a leitura complementa)





Fundamentos Qualitativos do Triângulo

O triângulo em sua forma qualitativa – conforme definições anteriores -, em síntese, implica em toda manifestação (ou consistência).

De acordo com Papus: “a unidade representa o princípio criador dos números, posto que tudo emana dela. Ela é o princípio ativo por excelência. Mas, somente a unidade nada pode produzir, salvo opondo-se à si mesma; disso resulta a dualidade representada pelo número 2 (princípio passivo por excelência). Da união entre unidade e dualidade, nasce um terceiro princípio, que reúne os dois opostos em um fator comum (1 + 2 = 3). O 3 representa portanto, o princípio neutro – ou a manifestação – por excelência.”

Isso poderia ser deferido também como o princípio de integração – universal – por excelência.

Conforme Hermes: “é verdadeiro, certo e real; o que está embaixo é como o que está encima , e o que está encima é como o que está embaixo, para cumprir as causas – exigências – de uma só coisa. Do mesmo modo em que todas as coisas vieram do Um, assim todas as coisas se desenvolveram dessa coisa única, por adaptação.” (conforme: A Tábua de Esmeralda).






Além de outros significados, esse texto explica que na trindade se encontra o próprio sentido a ser tomado para a realização da Grande Obra – alquímica. E, nisso não há nenhum sentido figurado; o que a frase revela se apresenta de modo explícito. Se a unidade representa a força criadora, e a dualidade a matéria prima, a trindade já implica na concessão da Liberdade (3) em termos da própria realização. Só mesmo entre dois sentidos opostos é que pode haver a Liberdade, onde se encontra o poder e a lógica de uma escolha natural. O triângulo é a forma – ou símbolo – da Liberdade, porque representa os três elementos básicos dessa realização: enxofre, mercúrio e sal (ou arsênio). É preciso esclarecer que, enxofre, mercúrio e sal, não são necessariamente – em termos de alquimia – as substâncias assim – comumente – denominadas. Como sentido básico da Liberdade se encontra também o padrão Tempo, implicado em: Presente, Passado e Futuro. Sem a manifestação – ou condensação – do fator Tempo, não poderia haver nem princípio e nem fim (18 Eternidade / 30 Tempo / 42 Princípio); pelo menos, em relação a esta “pós criação” (denominação esta, que transcende e extrapola este texto). O Tempo “carrega” – ou transcreve – o próprio “Livro da Vida”, em cujas páginas se desenrolam as ilimitadas manifestações – ou consistências - criadas. Do tempo é possível extrair as seguintes relações: um princípio ativo, indicativo de presente, um meio ativo de futuro e uma finalidade ativa de passado. O Princípio Ativo – como Presente – é o próprio momento decisivo, representando: o movimento, o modo de agir, a decisão e suas características temporais de moda – tendência contemporânea -, o que determina a própria Liberdade de ser. O Meio Ativo – como termo do Futuro – representa o instrumento aplicado nas ações. Caracteriza o elemento que está sob o domínio – ou aspirações – de um princípio ativo. Implica em Futuro porque determina o destino – o Futuro do Princípio Ativo depende de seu Meio Ativo. A Finalidade Ativa indica a meta do Princípio Ativo – em sua dependência – em razão do Passado, que reflete o karma, reavaliações, reajustes e possíveis sublimações.

Resumindo, toda manifestação - ou consistência – implica nesses três estados temporais. Em síntese, a tríade representa a Liberdade pois, até em sua forma quantitativa (aritmética) se expressa como tal, porque: 1 + 2 + 3 = 6; 1 X 2 X 3 = 6; ou 3! = 6; ou seja, é o único número privilegiado com tal propriedade. Entretanto, em termos qualitativos, existem inesgotáveis propriedades pertinentes ao ternário – umas conhecidas e outras para serem descobertas. Mas, é possível empregar pelo menos três qualificações do triângulo, que determinam relações importantes. Tais qualificações são baseadas em diferentes – tipos – condições de “manifestação”- ou consistência -, de acordo com indicações ternárias; possíveis em termos de combinações.

A primeira propriedade qualifica o sentido global do ternário, portanto, se apresenta “dotada” de um grande sentido extensivo, dificultando assim a diferenciação entre as outras, a qual pode ser classificada como: Interação. A segunda propriedade ressalta a diferença de categoria entre os três elementos de um ternário, a qual pode ser chamada de: Classificação ou Especificação.

A terceira propriedade indica as manifestações, em termos de tríade, sob as combinações de elementos, que se encontram em estados de exclusividade – quanto a um em razão dos outros dois, a qual pode ser chamada de: Estados – ou níveis – do ternário.

Tudo se torna assim tão sutil que, só com a aguda observação de exemplos – e seus detalhes - é que pode ser discernida tais diferenciações. No entanto, é algo assaz importante como meio – ou instrumento – de auxílio nas interpretações.

Interação – manifestaçãocriaçãoformaçãoconivência - dependência

Ponto – Reta – Forma
Espírito – Alma – Corpo
Átomo – Elétron – Molécula
Indivíduo – Identidade (nome,documentação) – Cidadão
Criador – Criação - Criatura

O que identifica a Interação é a formação de uma unidade, dentro de uma atuação mútua.

Classificação – Distribuição

Mineral – Vegetal – Animal
Material – Espiritual – Divinal
Ácidos – Bases – Sais
Elétrons – Prótons – Nêutrons
Criação – Pós Criação - Natureza
Cardinal – Fixo – Mutável

Indica uma manifestação natural e espontânea de elementos – diferenciados entre si. Auxilia na interpretação de assuntos mais elevados; filosóficos.

Estados – Níveis (equivalências em exclusivas manifestações dimensionais)

Presente – Passado - Futuro
Sólido – Líquido – Gasoso
Comprimento – Altura – Largura
Grandeza – Unidade - Medida
Autor – Obra – Leitor
Semente – Árvore – Fruto

Representa as possibilidades de manifestação da mesma unidade – em suas diversas dimensões.

Paracelso define as três funções – dos alquimistas -: enxofre, mercúrio e sal (ou arsênio), como que dentro desta categoria; pois, tais elementos implicam apenas em estados (ou dimensões de uma coisa única).

Apesar da importância destes três qualificadores do triângulo, se torna também algo capaz de gerar “polêmicas”, por exemplo: Cardinal, Fixo e Mutável poderiam ser indicados também como pertinentes tanto para a classe “Interação” quanto para a de “Estados”, pois representam uma unidade. Entretanto, são manifestações trinas tão espontâneas – expressas desde a Eternidade - que se estalam naturalmente em Classificações do Triângulo. E, muitas outras mais – em termos de polêmica - como: Espírito – Alma – Corpo, etc. Um nome – em numerologia - pode ser muito bem “esmiuçado” com os recursos do triângulo e os 144 números. O mesmo pode ser dito em relação aos planetas – em astrologia.
A importância deste recurso – em termos de interpretação – consiste na possibilidade de se encontrar um denominador comum (caso haja) entre os elementos de um ternário, ou também de poder determinar se o sistema é constituído de fatores equivalentes ou simultâneos. Isso é importante porque: o que é simultâneo não pode ser equivalente – pelo menos em termos de Espaço e Tempo. O fato é que as grandes fórmulas – no sentido quantitativo – também foram equacionadas – quase todas - sob o regime (ou forma) do ternário (baseadas em: Grandeza = Unidade X Medida; pode parecer “irônico”,mas é real.). O próprio Einstein procurava unificar elementos análogos para enfim poder determinar uma unidade ternária; o que permitia uma formulação matemática, pois:

Todo conhecimento que não pode ser expresso por números é de qualidade pobre e insatisfatória (Lord Kelvin).

Toda Questão já deve trazer implícita em sua Formulação: a própria Solução. Eis um Fundamento Qualitativo do Triângulo.



sábado, 10 de abril de 2010

FILOSOFIA DOS NÚMEROS 10: Penas Irrevogáveis 7

Penas irrevogáveis: estudo dos fatores kármicos de acordo com a lógica dos 144 números.

FILOSOFIA DOS NÚMEROS 10: Penas Irrevogáveis 7


Conforme as descrições em textos anteriores: as “Penas Irrevogáveis” – ou o sentido do Karma – da criatura humana – em seu atuar existencial – não se apresentam como – embargos - “processos insolúveis”; mas, simultaneamente, coadjuvados, de acordo com inúmeros meios de “livramento” de todos os percalços – enredados, entretanto, apenas pelo próprio livre arbítrio da humanidade. Nisso, cada um pode contar com o devido auxílio, através dos “chamados guias”, e, em conformidade com a lei da Reverência (141), cuja ocorrência se dá apenas em função da boa vontade. Daí, quando isso não ocorre – por “dupla” culpa de cada um – o processo muda de figura, e a polaridade da força recíproca também, o que pode repercutir em “tramas”, muitas vezes, insolúveis. O fato é que, esse processo – ou controle automático – de “Penas Irrevogáveis” – pode até deixar “marcas indeléveis”, as quais acabam influindo – de certa forma - na formação do caráter de uma personalidade. Dado a complexidade deste assunto é necessário tornar sucinta tais explanações para que, desde já, sejam postos em prática, os conhecimentos aqui descritos (sua extensão deve ficar para outros temas). Existem sim, “influências” negativas que, atuam conforme o mesmo sistema pertinente ao de forças benéficas – entretanto, tudo funciona de acordo com a lei. São as chamadas “hordas malignas” ou falanges. Poderiam ser descritas em número de 144 classes. No entanto, para facilitar – como uso prático -, apenas os 12 tipos básicos (por enquanto) são suficientes para o estudo dos 144 números em termos negativos.

A utilização do sistema é muito simples, pois, cada número deve ser classificado apenas de acordo com sua própria hierarquia; por exemplo: o 25, 37, 85 e o 97 são elementos associados ao número 1, então, devem ser caracterizados pela falange da Coragem (1); o 42, 54, 78, 102, seguindo a lógica, pela falange do Amor (6), e assim sucessivamente.

Isso deve servir – nas interpretações – tanto em termos de astrologia quanto de numerologia.

As descrições seguintes são apenas alegóricas (resumidas) e ainda, representadas pelo padrão limitado de suas hierarquias numéricas (números de 1 a 12). É preciso também não confundir defeito próprio de um número com associação ao karma – que são as alegorias a seguir:

Número 1 – Coragem

O número 1 comumente está arraigado à falange dos perigosos: terroristas (catastróficos), por ser responsável pelos prováveis tipos de delitos anteriores:

Fazer justiça com as próprias mãos, para alcançar seus objetos. Essa situação é caracterizada pelo número 109 (conforme tabela), como agente estimulante da personalidade em vidas anteriores. O indivíduo fez mau uso da esperança (como uma "aposta"). Tornou-se um instrumento da presunção, se achando no direito de poder fazer o que bem entender; como se os fins pudessem justificar os meios. O elemento então abriu um canal para a forma mais primitiva de presunção. Porém, agora ainda pode – em termos de números - sublimar essa condição espiritual com a categoria do número 1 (Coragem), em uma forma mais nobre. Pois, o 1 rege as atuações dinâmicas associadas aos: militares, esportistas, etc.

Número 2 - Silêncio

O número 2, está comumente arraigado à falange dos “vingativos”- inimigos ocultos -, que pode ser chamada também de correntes dos irrefletidos. É responsável pelos seguintes delitos em vidas anteriores:

Revidar ofensas recebidas e exagerar de modo infamante.
Vingar de modo irrefletido – em termos de consciência própria – os males que lhe causaram.
A personalidade está ligada a crimes premeditados – dolosos – porém compulsivos e emocionais.
Torna-se possível sublimar essa condição espiritual com o fator da serenidade e segurança do número 2. Mas, serão tentados por agentes ocultos – perigosos – que provocam estados de reações compulsivas.

Número 3 – Liberdade

O número 3 tem sintonia com a falange dos escarnecedores – assombrações -, que são responsáveis pelos delitos:

Abusar das amizades para satisfazer ambições egoísticas.
Fazer uso das pessoas de sua confiança, enquadrando – as em sua mesquinhas estratégias.
Tornar os outros, cúmplices de seus crimes, os quais foram realizados com diplomacia.
Fazer uso de forças ocultas na prática do mal.
Sublimação: através do bom relacionamento social – com o dom da comunicação do número 3.

Número 4 – Honra

O número 4 se prende à falange dos nervosos – vingativos - , responsável pelos seguintes tipos de delitos:

Usar e abusar de outrem pelo poder da realeza. Como imagem: são aqueles crimes praticados pelos antigos senhores da corte.
Representa os crimes efetivados por mandantes – onde houve impunidade.
A sublimação pode ocorrer em ressonância com o padrão da Honra.

Número 5 – Fidelidade

O 5 tem ligação com a falange dos fingidos conforme os tipos de delitos:

Por descaso, tornar-se espiritualmente responsável por vítimas.
Fazer de pessoas, espécies de cobaias, em benefício de suas próprias experiências.
Representa também o tipo do “aconselhamento fatal”, feito por quem quase desconhece o assunto em questão.
Contudo, agora atraem a liga dos fingidos – e escarnecedores – que atuam de forma “inconsciente”, acostumados a zombar quaisquer atos irresponsáveis. A situação pode ser sublimada através da Fidelidade.

Número 6 – Amor

O número 6 torna-se cúmplice da falange dos insensíveis de acordo com os seguintes delitos:

Inspirar dedicação e apreço por alguém e depois difama-lo.
Representa o tipo que só prestava favores de forma egoística.
Passar-se por vítima, para ser admirada e consolada por outros.
Fazia da chantagem emocional sua mais poderosa arma.
Psicologia: deve sublimar-se através do autêntico sentimento de compaixão, fator próprio do padrão do Amor.

Número 7 – Temperança

O número 7 sintoniza-se com a falange dos inescrupulosos responsável pelos delitos:

Divulgação de doutrinas ou conceitos falsos e malignos – tornou-se cúmplice de imposições imorais à sociedade.
Implicado com a implantação de dogmas “mundanos” que prestigiam a presunção humana.
Crime do “desequilíbrio como fator de contaminação coletiva.
A sublimação pode ser feita através da Temperança – equilíbrio como estímulo pelo assessoramento a outrem.

Número 8 – Respeito

O número 8 se interliga com a falange dos avarentos que pode ser cognominada também de “os catatônicos”, devido aos seguintes delitos:

Tirar vantagens de pessoas carentes, deficientes ou ingênuas.
Fazer mau uso da fé alheia.
Fazer de seus subordinados objetos de suas realizações egoísticas.
Agora então é preciso sublimar suas questões espirituais através do verdadeiro valor com o Respeito.

Número 9 – Justiça

O número 9 participa da corrente dos Impunes conforme os possíveis delitos:

Ludibriar outrem valendo-se das leis falhas da sociedade.
Representa todos os tipos ações desonestas, que foram muito bem acobertadas.
Deve agora ser transmutado com o autêntico senso de Justiça.

Número 10 – Pureza

O número 10 está conectado com a falange dos Imundos pelos seguintes atos ilícitos:

Praticar atos insensatos e se manter impune.


Ser responsável por algum tipo de crime perfeito – que se tornou insolúvel – muitas vezes praticados pelo “envenenamento”.


Pode agora ser sublimado através do padrão da Pureza que implica em bons costumes e dedicação.

Número 11 – Misericórdia

O número 11 está condicionado à falange dos revoltados - inconformados - conforme as seguintes atuações:

Tornar-se um aliciador, apoiado no privilégio pelo poder que lhe confiaram.
No passado, a personalidade achava que tinha o direito de obter tudo que quisesse, pois, valia de seus recursos materiais e pagava pelas próprias exigências.
Deve agora transmutar suas deficiências espirituais com a boa irradiação da Misericórdia.

Número 12 – Graça

O número 12 mantém ligação – inconscientemente – com a falange dos desgraçados que pode ser chamada também de liga dos esfarrapados, conforme as seguintes práticas em vidas anteriores:

Aproveitar-se dos regimes – tomados como privilégios - de sua época, pela sua plena segurança em detrimento do sacrifício alheio. A personalidade valeu-se de sua impecável condição social – ou cargo respeitável -, como álibe, para poder sair impune ocasionando a condenação alheia.
Sublimação: através do bom fator da Graça, que rege o trabalho, a saúde e o sacrifício espontâneo pelas realizações práticas.

Este tema requer um estudo especial (profundo) - deve ser revisto várias vêzes - e confrontado em equipes; para que possa encontrar sua autêntica validade.


segunda-feira, 5 de abril de 2010

Fundamentos Qualitativos do Triângulo


Fundamentos Qualitativos do Triângulo



Este tema sobre o triângulo está sendo abordado –aqui e agora-, não só dado ao valor imprescindível desta figura, mas, para que se torne objetiva aos pesquisadores –interessados em numerologia e astrologia-; a incontestável “diferença” existente entre Temperamentos e Fases – recursos fundamentais -, muitas vezes, “confundidos” ou misturados – uns entre os outros -, quando estão sendo definidos. Pois, devem ser considerados como fatores – ou recursos – distintos em termos de interpretação. Citar as inúmeras propriedades – geométricas ou trigonométricas – do triângulo nem seria preciso; pelo fato de sua indispensável utilização já se propagar por si só – por ser empregada em quase tudo. No estudo de ordem qualitativa, tal figura, também não poderia ser dispensada, muito pelo contrário, se torna seu elemento básico. Tal fundamento precisa ser enfatizado, apenas para que possa ser útil – como instrumento – em toda a sua plenitude. Uma definição bem simples, promovida pela lógica dos 144 números, deve servir para facilitar o entendimento sobre as inesgotáveis conotações que podem ser “tecidas” em relação ao sentido qualitativo do triângulo.

O Triângulo é a forma que simplesmente representa o Padrão da Liberdade – associado ao número 3, não por acaso. Explicação: a personalização de um elemento, tomado como unidade – de quaisquer espécies -, só pode se manifestar através da trindade (o principal fundamento do triângulo); seu fator de Liberdade.

Geometria Qualitativa:

No condicionamento angular – que pode existir na relação entre duas retas – fica em aberto a possibilidade – latente – de uma terceira, pela formação de um triângulo (condensação da forma). Essa terceira reta que se insurge de modo natural, representa o fator da espontaneidade – que é um produto propiciado pela irradiação da Liberdade. Tudo se forma por conjunção, onde se torna necessário um terceiro fator, para que haja uma manifestação – e concomitantemente a condensação. Manifestação e condensação são efeitos – embora distintos – simultâneos previstos na formação – esquemática – de um triângulo. Toda forma - em termos de sua manifestação (necessariamente lógica) -, se torna requerente de um elemento “antagônico”; o qual, pela sua própria contradição explícita; determina a condição para que a mesma seja ressaltada (tangível, visível e consistente). A grosso modo: a forma implica numa conjunção entre modelo e antimodelo em sua manifestação. Toda manifestação ou consistência depende desse terceiro fator, que é uma concessão obtida através do Padrão da Liberdade – em consonância com a determinação da Justiça. Por isso que no círculo dos 12 Padrões, a Liberdade (3) é o extremo (oposto) da Justiça (9) – que aliás, numericamente perfaz o seu “quadrado” (3 X 3 = 9). Com o despertar deste entendimento, deve prevalecer em mente que, qualquer elemento – em sua autêntica manifestação e real condensação - tomado como unidade (para sua interpretação e análise), não pode prescindir da “trindade”, que apesar de ser um fator da Liberdade (3); paradoxalmente, também significa – em termos de geometria qualitativa - um inevitável “confinamento”, definido pelo próprio triângulo (como por exemplo de: corpo, alma e espírito). De fato, toda representação unitária em sua manifestação – ou condensação em razão de seu conjunto ou “comunidade” – se apresenta (teoricamente) “confinada” conforme a lei do triângulo, para que, de acordo com a Justiça (9), possa usufruir sua Liberdade (3); caso contrário, seria apenas algo “indefinível” perante a própria Legalidade (45) e Realidade (51) – que também é apenas um dos componentes na Hierarquia da Liberdade: 3; 15 Sapiência; 27 Sensibilidade; 39 Ilusão; 51 Realidade; 63 Incomensurável; 75 Apóio; 87 Regozijo; 99 Maturidade; 111 Serventia; 123 Liderança; 135 Credulidade. Um músico, com sua simples noção de “acordes” – que em sua definição “primária” implica somente em três notas musicais -, teria uma imagem (mental) de configuração teórica, mais apropriada, para poder descrever – ou incutir – o exato sentido desse tal “confinamento” (aqui utilizado) – em termos de lógica do triângulo – em cujo seu significado fundamental apenas determina o “tom” – e também serve de “base harmônica” para a melodia. Portanto, não existe nada de “paradoxal” nessa lei do triângulo; que até justifica – ou reforça - o modo de ser da Liberdade em sua relação com a trindade.

(continua)

quinta-feira, 1 de abril de 2010

FILOSOFIA DOS NÚMEROS 9: Penas Irrevogáveis 6

Penas Irrevogáveis (complementação de textos anteriores) - estudo do Karma conforme a filosofia dos 144 números.


FILOSOFIA DOS NÚMEROS (9) – Penas Irrevogáveis (6)



A Tabela apresentada anteriormente só vai ser útil em pesquisas que envolvem vários números, ou seja, quando é necessário saber o significado de “um” em relação ao ”outro” ou a vários – em termos de classificação: ilícito, mácula e sublimação (conforme indica a tabela). Pois, para casos isolados, ou melhor, para a análise de um único número, tal tabela não se torna necessária. O fato é que, com apenas dois números (memorizados) torna-se possível encontrar qualquer valor da mesma; são estes: 44 Prosperidade e 35 Oportunidade. Daí, para encontrar o valor “ilícito” – de um número – basta apenas acrescentar mais 44; e o valor relativo dessa “mácula”, 35 (ambas as somas efetuadas em razão do número principal). Exemplo: 1 (número almejado) + 44 = 45 (número do ilícito); e: 1 + 35 = 36 (número da mácula). Para saber o número que serve para efetivar a sublimação – desse processo – basta acrescentar mais 1 (36 + 1 = 37) sobre o número da mácula. Consultando a tabela para confirmar temos na primeira linha: 1; 45; 36 e 37 (lado esquerdo); e, 109; 9; 144 e 1 (lado direito).

Pela observação dessa tabela é possível reconhecer uma propriedade que pode ser utilizada nas interpretações – feitas através do quadrado da cruz (ou eneade).

Recordando a tabela:




Quadrado da Cruz (ou Eneade)

Obs:-este quadrado pode ser utilizado com quaisquer numeros do 13 ao 144 (onde o 13 seria o Princípio Ativo; o 14 o Meio Passivo; o 15 o Crédito; e assim sucessivamente).



Definição que deve ser compreendida pela observação: um número qualquer – de acordo com o Quadrado da Cruz ou Eneade – tomado como Princípio Ativo (neste exemplo: o 1), traz – automaticamente – em seu Princípio Passivo, exatamente aquele fator (neste caso: o 9) - representante de uma condição “ilícita”, ou onde ocorre um abuso -, o qual determina esse mesmo número (1), como elemento indispensável para a requerida “sublimação” de tal delito (acontecido anteriormente). Não é fácil compreender e muito mais difícil ainda definir. Porém, existe algo de simples nisso que, pode resumir a definição: existe uma correlação entre ambos, ou seja, entre Princípio Ativo e Princípio Passivo. Apesar das infindáveis “reflexões” que esta definição deve suscitar; pode ser útil perante as possíveis conclusões obtidas nas interpretações – feitas através do Quadrado da Cruz ou Eneade. Disso pode ser justificado muitos elementos lógicos como: todo fator central da cruz é equivalente ao sentido de Reciprocidade (140) de um Princípio Ativo (neste caso: 1 + 144 – 140 Reciprocidade = 5 Fidelidade); isso esclarece essa correlação. O Princípio Passivo (9)  pode ser presumido também como o setor onde afloram “reminiscências” sob diversas formas emocionais do Princípio Ativo (1). Mesmo porque, é este que tem o controle (ou está diretamente associado) do Meio Passivo (2), em cujo setor se encontra o potencial inconsciente da personalidade (princípio ativo). Portanto, deve atuar com muita influência sobre o foco mental do indivíduo. Um “guia espiritual humano”(como já foi descrito anteriormente) pode valer-se de tal recurso – embora seja isto apenas um modelo matemático de interpretação – para dar assessoria ao seu “protegido”. Pois, o Princípio Passivo é como uma “porta aberta” – evidentemente, apenas para elementos análogos e homólogos; onde ainda existe a Imunidade 134, decorrente da Pureza 10 - para os relacionamentos -, sejam estes com elementos de ordens: físicas, astrais, mentais, etc.

Uma diferença importante entre esses dois elementos é a seguinte: O Princípio Ativo – como representante de uma individualidade, deve apresentar uma “forma própria” – ou particularidade -; O Princípio Passivo – setor impessoal, indicativo de grupos ou conjuntos -, que promove os relacionamentos – “porta aberta” – mantém – se sob a forma de “corrente”. A personalização (numérica) condicionada por suas particularidades (composição do Princípio Ativo ou seja, suas diferentes parcelas); pode dar vazão para inúmeras “correntes” ; na dependência do que pode representar. Tais “correntes” implicam em polarizações, o que deve determinar “campos magnéticos” específicos - ou "demandas"; de acordo com o estado de um Princípio Ativo. Notório se torna também que: toda Finalidade Passiva (4) equivale ao fator de Reverência (141) de uma individualidade (como no caso do número 1: 145 – 141 = 4). Isso significa que a Finalidade Passiva é fundamental para as condições de Higidez da personalidade (físicas e mentais), pois representa o setor de sustentação da mesma. Com isto, esta, prepara – ou purifica – seus canais “físicos” para a recepção de “correntes positivas”, naturais – independentes de um Karma – as quais são constituídas por elementos que tendem apenas para a doação de suas virtudes de forma espontânea e incondicional. Tais “correntes” estão em disponibilidade para todos; são forças oriundas de um potencial (que ainda precisa ser reconhecido ou "explicado em outros textos") regido pela própria natureza – em seu sentido universal. São os denominados “guias naturais” – já citados anteriormente -, cuja definição não pode ser de forma sucinta; assim, num simples “trecho” deste tema.

Em resumo, a Reverência (141) – de cada número -, que equivale ao valor expresso na “Finalidade Passiva” da Eneade (ou Quadrado da Cruz) é também um fator de “transmutação" do Karma através do efeito simbólico.

Reverência 141 – Este é um padrão providencial, perante o qual, muitos já devem ter presumido (pois, seria “mesquinho” indicar apenas as formalidades humanas) que, não deve significar apenas reverência – no sentido lato da palavra. Pois, de modo geral ele é o fator de sincronismo universal, ou seja, define as trajetórias de todas as coisas; Reverência (141 – 21 Perfeição = 120 Disciplina). Ele rege os trânsitos de modo geral - os controles de tráficos terrestres e aéreos (até mesmo os dos próprios astros e demais corpos celestes), e, também domina as coreografias, as danças e os gestos. Reciprocidade 140 / Reverência 141 / Moral / 142 – Se encontra entre a Reciprocidade e a Moral, portanto, serve também para dissipar “efeitos cármicos” através do simbolismo.
(continua)