segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Escalas Musicais

Escalas Musicais
ESTUDOS DE NUMEROLOGIA: Escalas Musicais



Esses estudos visam expor temas relativos aos 144 números, ou melhor, sobre a Linguagem da Cruz, de modo prático (objetivo); sem precisar de considerações filosóficas mais profundas como ocorre no caso do setor denominado Filosofia dos Números.

Escalas Musicais

O texto ‘A Concepção da Cruz’ descreve em resumo como os 144 números foram aferidos e confirmados como recurso, o qual tem sido demonstrado em sua forma prática (com sua aplicação em razão de todos os assuntos); cujos detalhes de sua elaboração se encontram (bem mais definidos) no livro: Teoria dos 144 Números; publicado em Set / 2011, pela Editora Livronovo.
No entanto, nesse mesmo texto ainda pode ser identificado que os mesmos (144 números) foram definidos pela integração de 3 fatores básicos (embora distintos): o sentido astrológico; a lógica teórica dos números e a indispensável regularidade da música, cujo fundamento se encontra – principalmente – em função de escalas (como determinantes de níveis) e acordes (condições harmônicas).
Dado a esse aparato (nesse tipo de integração) sob o domínio da Lógica Relativa (ou Natural), foi possível estabelecer – inesperadamente – esse sentido de consistência (entre os 144 números), o qual, para este setor prático – em termos de numerologia –, como explicação, se torna deveras o suficiente.
Diante dessa base, os 144 números não discrepam em ‘nada’, muito pelo contrário, se mostram sempre como reveladores, ou seja, seguem determinando – cada vez mais – novas propriedades em termos dessa qualificação (numérica) interminável.
Dessa forma, este tema deve valer com ampliação desse recurso (dos 144 números), o qual deve servir em razão de possíveis interpretações (dadas por questões avançadas ou inéditas) mais apuradas (contingência da necessidade em cada caso).
Recordando, cada hierarquia tem analogia com uma das 12 notas da escala cromática, cuja característica seqüencial serviu de base pela determinação dessa consentânea relação entre signos e números; conforme demonstra a figura.


Então, conforme as notas musicais – dadas em cifras – se define a seguinte relação:



Para quem domina bem, tanto a astrologia quanto a música, fácil seria observar essa relação de simetria, a qual se define em razão do quincúncio (aspecto de 150 graus) num sentido ´anti horário´, cuja condição implicaria na troca – em termos de seqüência numérica – quanto a cada posição de um dado signo feminino; ou seja, o Escorpião, por exemplo, como oitavo elemento do Zodíaco, representa o número 2, e não o 8, e, assim sucessivamente; um fato que, necessariamente, deva desnortear outrem.
Portanto, por simetria, os outros números restantes de cada hierarquia (entre as doze), também se correlacionam com a escala cromática, ou seja, cada um desses números deve possuir sua relativa ‘nota musical’ em função desse parâmetro; e, nisso se constitui o fundamento desse tema.
Nessas condições, fácil se torna encontrar a nota musical de cada número (acima de 12), bastando apenas o conhecimento de sua própria hierarquia (cuja forma já foi indicada). Como por exemplo, o número 56 participa da hierarquia do Respeito, que é representada pelo signo de Touro e o número 8, cuja nota musical equivale a G, então: 8 = G; 20 = D; 32 = A, 44 = E e 56 = B.
Sob esse processo, a seqüência de 13 até o 144 resulta no seguinte sistema:



A principal determinação lógica que caracteriza essa seqüência, se constitui numa espécie de movimentação (configurada) sob um sistema alternadamente, contínuo e descontínuo. Seria como se em razão de cada escala ocorresse um tipo de “salto”, o qual sempre seria em função de um número proveniente da hierarquia da Graça (12).
No Zodíaco, apenas o primeiro número de cada hierarquia se mantém em seu próprio signo, pois os 11 restantes se distribuem ao longo do círculo.
Então, essa posição de cada um desses números em razão do Zodíaco (em graus)  levou algum tempo para ser definida (pela necessidade de certos ajustes); a qual, só foi obtida com exatidão pelo auxílio dessas escalas; fato que ainda precisa ser descrito oportunamente.

Aquele que quiser (por experiência) sentir o efeito sonoro dessa sequência de notas do Zodíaco, primeiro deve anotar ou decorar as doze cifras: C G D A E B F# C# G# D# A#(ou Bb) F  e depois toca-las num teclado. Aqui se encontra um teclado musical online (com as cifras) fácil de ser utilizado (mesmo para quem não conhece nada sobre música).



(continua)





segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O Juízo

Juízo
FILOSOFIA DOS NÚMEROS: O Juízo

FILOSOFIA DOS NÚMEROS: Setor em que o autor expressa sua opinião; talvez ou muitas vezes não condizente com a própria opinião de algum outro leitor.






O Juízo

O Juízo (93), assim como vários outros significadores nominais dos 144 números (quanto aos seus exatos valores existências e precípuos), também foi relegado, ou melhor, condicionado ao ‘setor’ de mais uma “expressão corriqueira”; por suscitar condições – íntimas – deveras incômodas (determinando assim certas resistências), quanto ao seu sentido mais profundo.
O reconhecimento desse termo (93), acima dessas considerações habituais, ou sejam, associadas apenas a “tribunais” ou também ao “equilíbrio mental”; poderia determinar um saber ainda mais importante – como apoio – entre todas as reflexões (até nas questões científicas, filosóficas ou teológicas). Pois, nada poderia existir na Criação, sem essa atividade do Juízo (93), e, isso em todos os sentidos (de sua objetividade).
A Teoria dos (144) números, única conceituação – até agora – que poderia ser considerada – por suas comprovações – como “unificada” – em todas as formas de sua objetividade coerente –, porque, transpõe – ou anula – o próprio teorema (sobre modelo) de Gödel; poderia – pelo menos aos poucos – elucidar essa questão, partindo dessa simples conotação: Juízo 93 – 42 Princípio = 51 Realidade.
Antecipadamente (de propósito), foi ressaltado (aqui) o poder inevitável do número 39Ilusão – como determinante de inumeráveis condições ‘vitais’ (imprescindíveis, de modo geral).

39 Ilusão / 93 Juízo

São dois fatores distintos (polarizados numericamente por inversão), embora, implicados com a mesma atividade – de situação intrincada –, quanto ao sentido de um prosseguir – para sempre – interminável: Juízo 93 – 39 Ilusão = 54 Infinito.
O primeiro (39) mantém uma função expansiva – de crescimento – , enquanto a do segundo (93) implica em seleção de valores, determinando um resgate ou exclusão – de tudo o que se envolve – inevitavelmente nesse sistema (no qual estão de certa forma correlacionados). No entanto, tal processo – o qual também envolve a Realidade –, não seria assim tão fácil de ser descrito devido aos seus inúmeros detalhes. Fato é que, o próprio Charles Darwin, em suas “corretas”observações, muito embora, apenas focadas no setor terreno (portanto, inconclusas  quanto ao seu valor eterno), conseguiu, embasado nessa lógica (39 / 93), desenvolver uma autêntica doutrina (a qual revolucionou a ciência), evidenciando em suas descrições como isso se processava (conforme): A Seleção Natural (93); Os Instintos (39); A Luta pela Existência (51); As Leis da Variação (39 / 93) e outros (tudo em razão desse mecanismo, nos conformes da Realidade). Entretanto, nesse tipo de arrojo (revelador), Darwin foi ridicularizado – caluniado em sua época –, por ter tornado explícito um conceito incômodo (indesejável para a “sonolenta” humanidade): O Juízo (93). Nessa atitude (quase geral) apenas se proclamara a – vergonhosa – “estultícia” da criatura humana; a qual, só assim procedia, apenas para reforçar o quanto significava aquele tipo de “vida”; muitas vezes, prescrita apenas pela obtenção de prazeres; sendo que, tudo depende – de modo imprescindível – dessa atividade, ou seja, da qualidade de consistência, providencial, coerente e universal (de certa forma, identificada por um parâmetro “intrincado”, em razão de seus elementos antagônicos, porem harmônicos).
Os números se expressam com clareza (ou facilidade) em relação ao mecanismo dessa atividade (expondo os elementos essenciais – envolvidos nessa questão – com lógica). Como por exemplo, se constitui notória a relação ’39 / 93’ (elementos inversos) nessa atividade (coerente), pois, conforme o próprio número -B- (número balança) de 39, ou seja: 183183 / 11 = 93; quer dizer, a Ilusão (39) depende – conforme indica o fator de integração (11) – do Juízo (93), estando assim submetida sob a condição de passividade nessa relação.
Isso significa que, nesse par a Ilusão (39) se constitui um elemento passivo (em relação ao 93). E, como no número –B- de 93, ou seja: 237237 / 7 = 51; sendo que: 93 – 42 Princípio = 51 Realidade; então, isso se confirma pois: 27 Sensibilidade / 39 Ilusão / 51 Realidade; cuja relação se reforça ainda mais conforme o ‘quarto axioma’: “Não poderia haver uma fonte passiva independente”. Isso também se justificaria pelo seguinte: A Ilusão depende do fator Juízo – justamente – porque: senão, não teria consistência; ou, até melhor seria essa explicação com o seguinte exemplo (já descrito em outro tema): ” uma pessoa sob o estado hipnótico que cometeu um crime, não poderia ser considerada culpada” (em termos existenciais); por faltar nesse fato o específico sentido – espiritual – recíproco. É por isso que, a Finalidade Ativa do Juízo (93) equivale ao número 98 (Inócuo = “inocência”; “fator espiritual”; “núcleo”); mesmo porque, a Realidade depende desse sentido (Inócuo 98 – 47 Realização = 51 Realidade). Ora, a realidade da Ilusão só existe sob uma condição imaginária (Ilusão 183 – 51 Realidade = 132 Imaginação); e, no espaço / tempo imaginário, Juízo e Ilusão se confundem (Ilusão 39 + 93 Juízo = 132 Imaginação).

81 Revogação / 93 Juízo / 105 Convicção

O Juízo (na hierarquia da Justiça ‘9’) só se processa no seu exato momento – decisivo – (dessa resolução), embora, de efeito Inexorável (Juízo 93 – 53 Inexorável = 40 Penitência); num instante indefinido (Juízo 93 – 30 Tempo = 63 Incomensurável); e, determinado entre a Revogação (81) e a Convicção (105); cuja qualidade (21) desse fato – sempre – deve implicar em tensão (72); por se compor de um ato em razão da mais plena Justiça (Justiça 153 – 60 Compostura = 93 Juízo); também definida conforme outras relações numéricas: Juízo 93 – 21 Perfeição = 72 Expectativa; Juízo 93 – 28 Providência =  65 Decência; Juízo 93 – 9 Justiça = 84 Higidez; Juízo 93 – 32 Naturalidade = 61 Ascensão = “elevado”; etc.

92 Arbítrio / 93 Juízo / 94 Autenticidade ( “simultaneidade”)

Em primeira instância, ao relatar essa atividade (93) de um autêntico (94) Juiz (ou de um julgamento), fácil seria observar que, esse, estaria posicionado entre certas conseqüências arbitrárias (92), as quais, resultariam, diante dessa realização, em certos fatores necessários (complementares, anexos indispensáveis), por questão da própria simultaneidade (94), cujo fenômeno (natural), Jung chegou a classificar em psicologia como: “sincronicidade”. Entretanto, um dado – ou classificado “réu” (92 – representado por quaisquer tipos de “causas” existenciais –, diante desse júri  (93), apenas estaria nesse exigível momento para ‘justificar’o quanto (e como) “ousou” aplicar sua Ilusão, a qual se define entre o fator de sua Sensibilidade (27 Sensibilidade / 39 Ilusão / Realidade); conforme os detalhes dessa “reflexão” se apresentam nessa lógica: 93 Juízo – 66 Atualidade = 27 Sensibilidade.
Por outro lado, de modo prático, o Juízo – embora decisivo – se reflete na vida de cada um dentro da maior simplicidade; pois, implica em todos os tipos de coerências (conforme o par: 39 / 93).
Agora, quanto ao sentido de um “Juízo Final” – de interesse teológico – precisaria ser descrito em outra dissertação.

(continua)


Legado utilizado como bordão:
“Todo conhecimento que não pode ser expresso por números é de qualidade pobre e insatisfatória” (Lord Kelvin).
  

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Uma Análise de Jung

Uma Análise de Jung

O Advento da Psicologia XIV – Psicologia e Astrologia VIII





Uma Análise de Jung

Carl G. Jung – Carta Natal
Dados: 26/07/1875 – 19h20 – Kesswii – Suíça
Ascendente – 20º Aquário – 99 Maturidade
Casa II – 15º Áries – 79 Consolação
Casa III – 18º Touro – 91 Regeneração
Casa IV – 10º Gêmeos – 59 Magnetismo
Casa V – 0º Câncer – 10 Pureza
Casa VI – 20º Câncer – 98 Inócuo
Casa VII – 20º Leão – 105 Convicção
Casa VIII – 15º Libra – 73 Triunfo
Casa IX – 18º Escorpião – 85 Persistência
MC – 11º Sagitário – 53 Inexorável
Casa XI – 0º Capricórnio – 4 Honra
Casa XII – 20º Capricórnio – 104 Resistência
 Sol – 3º 20’ Leão – 22 Intransponível
Lua – 15º 35’ Touro – 74 Profundez
Mercúrio – 13º 48’Câncer – 71 Estabilidade
Vênus – 17º 33’ Câncer – 93 Juízo
Marte – 21º 22’ Sagitário – 97 Veracidade
Júpiter 23º 48’ Libra – 112 Excelência
Saturno 24º 12’ Aquário – 116 Paciência
Urano – 14º 50’ Leão – 66 Atualidade
Netuno – 3º 03’ Touro – 13 Experiência
Plutão 23º 15’ Touro – 113 Abstração



Circuito do Sol

Nesse circuito, se encontra apenas Netuno junto ao fator da Experiência (13), em quadratura com o Sol no grau do Intransponível (22). Isso significa que a consciência – o Sol – deve tentar transpor as qualidades regidas por Netuno através de pesquisas (experimentações). Essa quadratura entre Sol e Netuno (se não provocar desequilíbrios), quase sempre implica em sensitividade (e até mediunidade). Seu conceito de ego se identifica bem com a condição desse circuito, pois, conforme ele definiu: o ego tem uma função de síntese e não de análise”. Nisso, se define sua condição ‘central’, a qual implicaria em manter a coerência da personalidade, entre esses acessos – espontâneos – com o inconsciente (Netuno). Como definiu, o ego – Sol – valia apenas como uma espécie de “foco” da consciência, elemento que não se confundia com o restante da psique, sendo portanto, semelhante a um dos inúmeros complexos – instalados – no inconsciente individual.
Dessa forma, complexo equivaleria a um tipo de núcleo, magneto – ou forma de pensamento –, tendendo a se desenvolver com a finalidade de poder se manifestar na consciência; ou mesmo para poder disputar com o ego o ponto central. Isso poderia até indicar o seguinte: todo tipo de desequilíbrio talvez não passe de um sintoma, o qual pode estar associado a uma certa “idéia fixa” sob uma condição mental incontrolável.
Ele definira que “inconsciente individual” era um tipo de módulo da psique, no qual se manifestava a compunção; originada pela história familiar – da raça – como estrutura da personalidade. Ora, o que promove esse tipo de condição – aflitiva – se encontra entre os aspectos relacionados ao planeta Netuno. Sua definição de “sombra” também se enquadra nesse aspecto: “A sombra tem sua origem nos instintos animais como herança”; representando os ‘sentimentos de culpa’, a constituição dos defeitos da personalidade; podendo também ser ‘projetada’ em outra pessoa, geralmente do mesmo sexo, ou seja, o filho projeta sua “sombra” na figura de pai e a filha na de mãe.  
Praticamente, esse circuito resulta – em grande parte – no que se constitui a obra de Jung, vale dizer, Netuno se encontra no grau de Experiência (13), condição que implica em pesquisas, arrojos, buscas e aventuras.
As noções sobre “extroversão e introversão”  também se definem conforme esse aspecto – exato de quadratura – entre o Sol e Netuno. A idéia de “animus” se qualifica em relação ao Sol; pois, conforme sua explicação: “O animus se asemelha a um ‘júri’ constituído sob um sentido racional, o qual tende a forçar a ‘consciência’ com suas ‘asseverações’, que foram revestidas pela forma de um senso comum”.
Comentário: O animus não deve ser equiparado ao superego de Freud, pois, o primeiro se constitui de um sentido racional e o segundo irracional.
Se o ego caracteriza um “foco centralizador” – unidade –, o animus tem sentido de conjunto – formas de pensamentos –, sob o “impasse” de princípio moral, o qual implica em certo “condicionamento”, embora, ambos – em termos astrológicos – estão relacionados ao Sol. Sob o ponto de vista de Jung, ele também representa a polaridade masculina da mulher (no sentido de personalidade). No entanto, nesse parecer, essa idéia de “polaridade masculina da mulher” – como atributo do Sol –, significa  bem mais um aspecto particular inscrito no mapa astrológico de Jung, do que a importância dessa definição (sua necessidade) em termos de classificação da psique (no sentido feminino). Pois, se o Sol pode determinar para a mulher o seu melhor tipo de “parceiro conjugal”, nem por isso, ele deixaria de representar também um “júri” para o homem, como o próprio Jung definiu. Então, em quaisquer circunstâncias, o Sol equivale sempre a um fator masculino, tanto para o homem quanto para a mulher; senão, ele não poderia ter comparado o animus como uma espécie de “júri severo”, o qual mantém sempre a sua qualidade ativa. O fato é que, ele possui a cúspide da quinta casa – do Sol – no signo de Câncer (signo feminino por excelência), o qual é regido pela Lua; e, pelo fato de pertencer ao sexo masculino, teve de vislumbrar a Lua – regente de sua quinta casa – como seu elemento centralizador, qualidade inerente ao Sol.
Isso até esclarece o seguinte: Sua personalidade, precisou dessa inversão, ou seja, trocar o Sol pela Lua, o dia pela noite, vale dizer, o estado consciente pelo inconsciente, com a finalidade de poder adentrar nos mistérios do ser, como numa façanha altamente louvável.
O Sol, sob o grau do Intransponível (22), também pode ser associado com sua mais importante descoberta: os arquétipos.

Explicação: 21 Perfeição / 22 Intransponível / 23 / Humildade.

O Intransponível não significa a Perfeição e nem a Humildade, mas se intercala entre esses dois fatores (como numa escala) indicando sua capacidade, ou seja, valendo como uma espécie de “fronteira”, a qual estaria implicada na separação de elementos distintos, portanto, integrada em ambas as qualidades, ou melhor, equivale ao reconhecimento (como uma “chave” que tanto serve para abrir quanto para isolar). Dessa forma, ele conseguiu vislumbrar o “intransponível”, ou seja, os modelos naturais (arquétipos), muito acima do alcance comum (humano), como padrão da psique.


(continua)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Mitos da Vitória

Mitos da Vitória
MITOLOGIA E ASTROLOGIA: Mitos da Vitória

Este setor apresenta um texto original sobre um mito. Em seguida, sua interpretação conforme o sentido astrológico – pela caracterização de um Signo ou de outra característica astrológica.




Mitos da Vitória

Todos os mitos – na maioria dos casos – se desenvolveram ressaltando a ‘Vitória’e a glória de seus fantásticos heróis; definidos assim pela determinação de cada “padrão”, entre os variados tipos de virtudes ou qualidades existenciais; entretanto, os fatos seguintes devem expressar melhor – em síntese – as consistências (ou lógica) desse fator: 73 (Triunfo).




Pélops

Tântalo, rei da Líbia, raptara o príncipe troiano Ganimedes, filho de Tros, o qual – por vingança – lhe declarara a guerra. Por esse motivo, seu filho, Pélops, decidiu se retirar desse reino; sendo acolhido na corte de Enomau, rei de Pisa, o qual se mantinha entre “cismas”, ou, conforme o oráculo lhe predissera que: “seu genro seria a causa de sua morte". Daí, se decidira a não dar – de modo algum – sua filha, Hipodâmia, em casamento, senão, ao pretendente que o vencesse numa corrida de carros; pois, possuía cavalos velozes, tinha o mais hábil cocheiro – Mirtilo –, e, ainda gostava de “apostar”, confiante de poder ser sempre o vencedor – nessa sua modalidade ou tipo de disputa –, cujo desafio, implicava na morte de seu “perdedor”. Temida (e corriqueira) se propalara sua fama de vencedor (dessa contenda), em razão de que, treze competidores, já tinham sidos mortos pela lança de Enomau; o qual, nesse tipo de corrida, ainda concedia – em determinada etapa da disputa – vantagens aos seus adversários (em plena evolução do trajeto).
Pélops, apaixonado por Hipodâmia, assumiu o desafio, ainda assim, em razão de um ardil, pois, o cocheiro do rei aceitara a conivência nesse plano, cuja condição – necessária – consistia em sabotar o carro de Enomau. Durante a corrida, para Pélops, tudo ocorreu conforme as circunstâncias; pois, com o carro destroçado – em curtos avanços de seu trajeto – seu adversário tombou, morrendo na queda.
Dessa forma, ele desposou Hipodâmia, se tornando o rei de Pisa; e, ainda ampliou seu reino com a cidade de Olímpia e outros territórios; sob a denominação de Peloponeso.
Por não ter cumprido seu trato com o cocheiro Mirtilo, o qual (por isso) o amaldiçoou, Pélops, apesar de ter sido consagrado “vitorioso” (até como símbolo na posteridade); os entes de sua linhagem sofreram conseqüências trágicas, as quais seriam em demasia contar, ante ao sentido de Vitória (73) aqui proposto.



Pélops, como um dos paradigmas de Triunfo (73) – entre os gregos – foi descrito em outra fábula (por Ovídio), nos conformes – significativos – daquilo que – possivelmente – indicaria sua primeira vitória (fantástica, por pairar sobre a morte), embora, como um fato difícil – em termos de sua exata conciliação – de ser intercalado entre o sentido global de seu mito:
Tântalo, que era privilegiado de poder se servir junto a mesa dos deuses – no Olimpo – hospedara os mesmos, em razão de um banquete, o qual lhes oferecia por retribuição (de amizade); tendo servido – entre outras iguarias –, a carne (muito bem temperada) de seu próprio filho Pélops.


Entretanto, Zeus, em sua suprema sabedoria, desfez  - em tempo – tal engodo; restituindo a vida de Pelops. Por essa razão e por outras, Tântalo foi precipitado no Tártaro.




Neoptólemo

Pirro (ou Neoptólemo), era filho de Aquiles e Deidâmia; tendo sido concebido conforme uma relação – de certa forma – “bizarra”, durante a qual, seu – destinado – pai, ainda se encontrava “travestido” (de mulher) junto de sua (pretendida) mãe, durante a consumação desse fato; sendo por isso, educado (e desenvolvido como príncipe) na corte de seu avô materno, o rei Licomedes.
Por questão da morte de Aquiles, conforme o oráculo transmitira – em sua predição –, “sem a presença de um descendente direto desse herói – determinado para efetivar essa conclusão –  impossível seria ‘vencer’ o cerco de Tróia”.


Por essa razão (sem outra alternativa), Pirro, foi engajado – imediatamente – naquela contenda – promissora – como se fosse de arremate final. Antes disso, teve de seguir na companhia (e comitiva) de Ulisses, o qual ainda precisava convencer Filoctétes, tanto para ele se juntar ao exército grego, quanto a também levar consigo (para a batalha final), as flechas envenenadas (e invencíveis) de Hércules, cuja condição era – mais uma – exigida pelo oráculo.
Dito e feito, sob o comando (astúcia) de Ulisses, a fortaleza fora tomada; e, Pirro (após a invasão) matou tanto o príncipe Polites quanto a Príamo, rei de Tróia.




Nike

O trato em razão de poder se encontrar (ou de ainda se manter) sob os – possíveis – auspícios da Vitória, exigia uma atitude obstinada (e obrigatória) entre os gregos – principalmente em situações defensivas –, vale dizer, quase abeirando ao domínio determinado pela superstição. Fato é que, para poder concluir a derrocada de Tróia, após a fatídica perda de Aquiles (no trunfo para aquele propósito), o oráculo exigia três condições fundamentais (duas delas já descritas); cuja terceira, obrigou Ulisses a profanar o túmulo de Pélops para obter alguns de seus ossos, os quais valiam como talismã para a vitória.



Portanto, a Vitória – Nike – se mostrava poderosa, imponente, em todos os seus – vários – templos; sendo considerada filha do titã Pala (ou Palante) e da oceânida Estige; irmã de Bia, a Força, Crato, o Poder e Zelo, o Ciúme; cuja sua representação era em forma alada, portando uma coroa de loureiro e um ramo de palmeira; a qual ainda teve a honra de ser incluída em algumas imagens alegóricas de Atena, apoiando sua estátua em uma das mãos.


(continua)