sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O Valor Real das Coisas

O Valor Real das Coisas

FILOSOFIA DOS NÚMEROS: Setor em que o autor expressa sua opinião; talvez ou muitas vezes não condizente com a própria opinião de algum outro leitor.
Anterior: Criatura Humana

O Valor Real das Coisas


A Linguagem da Cruz – antes de tentar descrever sobre assuntos de “teosofia” deve deixar clara a opinião que traz entre os valores implicados no sentido existencial. O Valor Real das Coisas – como título, consiste numa forma idealizada para facilitar o “manuseio” dos 144 números diante de quaisquer tipos de pesquisas: filosóficas, científicas, psicológicas, astrológicas (ou numerológicas) e demais assuntos (temas). O fato é que só depois da “infiltração” deste tema – como forma de alerta sobre a “apatia espiritual” contemporânea (geral) -, vai ser possível dar prosseguimento – sem nenhuma acusação em particular – na Linguagem da Cruz. Pois, a espécie humana - em seu “rumo existencial” (contemporâneo) – prossegue – como – em “círculos” (numa hierarquia entrelaçada terrena); “perdida no mato”, cujo elemento – ou local – contêm todos os meios de sobrevivência; no entanto, somente para quem sabe se beneficiar das dádivas naturais (como espírito alerta) –, para quem conhece o valor real das coisas.

A Última Parábola – sem adentrar no mérito das religiões, necessário se faz citar algo esclarecedor: Quo Vadis. Não importa aqui a origem desse “título”, sua classificação (se é baseado em livros apócrifos), e sim seu significado – explícito.

Quo Vadis Domine? (Aonde Vais, Senhor?) – Pergunta obrigatória feita em razão de um estranho fato (aparição); enquanto Pedro deixava Roma para escapar de Nero; seguida da resposta: - “Já que abandonas meu povo vou à Roma para ser crucificado de novo”. Arrependido, Pedro retornou para ser crucificado.

Quo = 53 Inexorável (consoantes = 17 Criatividade; vogais = 36 Saciedade)

Vadis = 55 Harmonia (consoantes = 45 Legalidade; vogais = 10 Pureza)

Geral = 108 Discernível (consoantes = 62 Explícito; vogais = 46 Popularidade

Alegoria Numérica: é uma observação interessante – conforme a teoria dos números – que se define pela lógica “revelada” nas palavras: “Quo Vadis” (como se fosse uma espécie de “parábola numérica”). Vale citar (pelo menos) duas propriedades simples:

1 – Toda progressão por 2 (1,3,5... ou 2,4,6...) deixa uma “brecha” importante que vale como fundamento em numerologia (interpretação). Explicação: A seqüência numérica (escala) é utilizada (aqui) como recurso para a interpretação de um número (intercalado – ou entre outros dois).

Quo Vadis = 53 + 55 = 108; como 53 e 55 (progressão por 2) e 108 / 2 = 54; isso deixa uma “brecha” (para o número 54) que determina um sentido na interpretação. O fato é que 55 representa a Súplica (143) de 54 (isso ocorre com todo número subseqüente), pois esse número posterior é sempre um “efeito” de seu anterior (a causa) – conforme consta - na teoria e“tabela” - em “Penas Irrevogáveis”. Em “Quo Vadis”, fica evidenciado que o “efeito” precisa suceder a causa, para que esta se torne Inexorável (53) no futuro (54):  53 / 54 / 55. Isso esclarece a crucificação – em que Pedro se submeteu.

2 – Em toda tríade (ou trindade) numerológica, onde houver – no valor das consoantes ou das vogais – a referência do número 17, o significado da palavra ou nome, pode não representar – exatamente – o que indica; pois pode significar – até mesmo – o contrário. A numerologia da “parábola” – em questão – deve elucidar:

Quo = 53 (17 + 36); implica em: 36 + 144 = 180 – 127 (Antimodelo) = 53; quer dizer, esse valor – dito como – Inexorável, se “deteriora” (em seu real valor); significando então “resíduo” – em razão de seu autêntico significado (porque é a antiforma do 36). Melhor se torna o entendimento com: 62 (17 + 45), implicado em: 45 + 144 = 189 – 127 (antiforma) = 62 Explícito, que passa a indicar seu inverso, ou seja, o obscuro. Retomando a “parábola” isso pode ser interpretado (sob a perplexidade de Pedro)como: - “Que medo é esse (seu) de transgredir as leis (45) dos homens, que não enxergam” (62); conforme o indicado por: 45 + 144 – 127 = 62.

Como se trata de uma pergunta (aonde vais?), tal questão já traz a – única possível – resposta (como indagação ou crítica sobre um ato), porque é sintetizada pelo número 108 Discernível (opinião –100 - sobre o valor – 8 - ), cuja formação contém o 62 Explícito e o 46 Popularidade. O 53 Inexorável (de Quo) “entoa” com sentido de exigência. Não deve ser explicado aqui (neste setor) detalhadamente – mas pode ficar como “exercício de interpretação” aos interessados pelos 144 números. Em síntese, resulta como a última parábola do Mestre (como quem indagasse): - O que estão tentando fazer com a palavra que deixei? Pois, também não se dirige somente à Pedro (tal alerta), mas para toda a humanidade (A palavra Divina nunca se restringe num sentido pessoal, é sempre “entoada” em razão de grupos – as alegóricas “ovelhas”). Vale também como profecia sobre os tempos vindouros (atuais) – onde quase toda a humanidade possivelmente "deve estar" sob essa condição inexorável (53): apatia, indiferença (espiritual). Ultimato (última parábola) – “Quo Vadis” = 108, Opinião (100) do valor (8); cada um deve discernir por si próprio (em razão das contingências). A questão “Quo Vadis” evidencia muito mais, precisa ser aplicada sempre - nos exemplos adequados -, ampliando assim seu sentido. Toda palavra Divina (autêntica) traz uma prescrição (não importa por que meio ou por quem seja revelada) com sentido existencial eterno (como um novo modelo em benefício da criatura humana) – não pode ser relegada – nem espezinhada (como indica esse alerta ou ultimato).
 A constatação desse fato se torna muito simples: A Linguagem da Cruz (sem nenhuma “comparação” ou “conexão” com a parábola; mas apenas para flexionar essa tal “indiferença”) se “lançou” – aberta e graciosamente para (todas) as incontáveis inteligências do planeta – na WEB à pedidos de leitores (do livro de mesmo nome), senão, haveria de “passar em branco” sob os desígnios da atualidade. Entretanto (estatisticamente), como definir sua repercussão? Quem se interessa? Quem divulga ou comenta?
 Os textos - aqui transmitidos – também não devem ser recebidos ou classificados como “informes de auto-ajuda”, pois rigorosamente impelem (pela própria palavra prescrita matematicamente ou em números) todos para a resolução de suas questões, por conta própria. O tema: “A Palavra e a Cruz”, texto que deveria servir de guia para “A Linguagem da Cruz” – conforme sua ampliação -, foi uma escolha inadequada (para essa missão), portanto, deve ceder “sua autonomia” ao novo titular: “O Valor Real das Coisas” (que não deve ter limites devido seu próprio “título”), pois, o primeiro (tema anterior), se iniciou sob uma linha por demais “condescendente”, diante dessa incorrigível apatia da humanidade.



(continua)

Legado utilizado como bordão:

“Todo conhecimento que não pode ser expresso por números é de qualidade pobre e insatisfatória” (Lord Kelvin).

terça-feira, 24 de agosto de 2010

A Psicanálise


O Advento da Psicologia



A Psicanálise


Freud definiu o “superego” como um fator mental importante, mas que não deveria se admoestado, ou seja, “não questionado” – durante as análises -, evitando assim algum tipo de “choque”. Pois, suas pesquisas se efetivavam num nível mais abaixo: o da alma. Essa é a razão de ter se fixado na sexualidade, questão própria da alma, sensivelmente associada ao corpo físico (emocional). Sua definição de inconsciente determinou o espaço comum de comunicação mental, onde seria possível localizar quaisquer tipos de fenômenos psíquicos; possibilitando também a subdivisão de certas características da personalidade. Definiu o Id como reservatório de energia psíquica – componente biológico da personalidade – que como tal, reagia em função do prazer. Além do Id havia - na estrutura da personalidade – o Ego, como componente psicológico e o Superego como fator social (lei do triângulo). Então, para se detectar a presença de conflitos, não era preciso aplicar a técnica da hipnose – que foi substituída pelo método da associação. Nesse método – da associação – estava incluído a análise dos sonhos. Alfred Adler chegou a entrar em conflito com Freud, ao associar os “complexos” – inclusive os de sintomas neuróticos – como sendo a mais intencionada “vontade mental” num intuito de alcançar o poder. Adler enfocava mais o lado objetivo da personalidade, seu componente intelectivo. Enfatizava que os complexos de sintomas neuróticos, não passavam de “manobras” mentais em função de uma meta delineada. Em todo “complexo” estava incutido um propósito lógico e programado. A reminiscência – da personalidade – era válida apenas no aspecto educacional, individual e mundano. As doenças mentais, então eram definidas como “espécies de fugas” – das responsabilidades sociais. Se Charcot aventou poder encontrar o elo entre o estado normal de consciência e de demência precoce – conforme suas experiências de hipnose -; Adler, suscitou a mesma possibilidade, só que em razão da neurose. O princípio das doenças mentais então poderia se situar nos primeiros sintomas da neurose, os quais estariam associados com uma certa – espécie de abertura mental – falta de responsabilidade social da personalidade. Ainda de acordo com ele: A neurose seria uma espécie de conflito da personalidade – entre seus componentes – numa tentativa de poder conciliar natureza – instintos – entre cultura ou razão. Seria um estado inculcado da mente como ponto de partida para a demência precoce; caso a situação se agravasse, nesse autêntico propósito de “fuga” social. Normalmente, o componente da neurose se situaria num trauma, e não casualmente. As lucubrações traumáticas deveriam se estabelecer no limiar da insanidade mental, por serem fatores intrínsecos ao desequilíbrio. Jung – em consonância com as definições de Freud e Adler -, chegou a definir a “consciência humana” como uma espécie de “complexo de eu”, o qual seria inevitavelmente induzido por “inúmeros complexos” – bem diversos – como num “júri”, muito pouco conivente com a própria razão da personalidade. Isso representaria a própria estrutura do “inconsciente individual”, onde, no caso da insanidade mental, o “complexo de eu” (assim definido) – como padrão de lucidez -, seria apenas – nesse processo – como um “condenado” por esse dito “júri”. Esse seria o sentido lógico, ou pelo menos teórico da demência precoce.

Psicanálise – é a tentativa de compreensão da mente humana, cientificamente – o que por lógica deve incluir os sentimentos. Praticamente, se estabelece sob a dependência da questão inconsciente. Como inconsciente – em síntese –, é apenas a definição oposta de unidade, e uma representação do número 2 (Silêncio) – Meio Passivo por excelência -; equivale sempre a uma “questão”, ou melhor, é preciso referir do se trata – quando mencionado. Equivale ao fator mais genérico que existe: Silêncio 146 – 108 Discernível = 38 Generalidade; 38 – 36 (Saciedade) = 2; 38 também é o quarto elemento da hierarquia do Silêncio. O termo “inconsciente”, por si só, não diz nada (Silêncio), assim como também pode significar tudo: 2 - Silêncio - 14 Comunicação(em sua hierarquia o Silêncio vai até a Comunicação). Numericamente, a psicanálise (ou psiquiatria) não deve ser classificada pelo número 2 (Silêncio). E, também não poderia ser incluída entre os significadores do número 126 – Sublimação.

125 Originalidade / 126 Sublimação / 127 Antimodelo

A Sublimação (126) paira com a maior clareza – no teclado dos 144 números – entre a Originalidade (125) – regente de povos ou raças – e o Antimodelo (127) – indicativo neste caso de “reencarnações”. A grosso modo: indica a possibilidade – autônoma – de suscitar a experiência – adquirida dentro dos moldes indicados – como virtude, num sentido espiritual. O número mais apropriado para designar a psicanálise deve ser o 102 (Conciliação) – embora ainda haja entre as “linhas” desse conceito certas diversificações (nuanças). 102 Conciliação  conceito 100 (como Opinião) de inconsciente = (2). Psicanálise – é o que se pode conciliar entre os fatores da alma; consiste apenas na opinião de cada um – conforme sempre prosseguiu essa teoria -, vale dizer, a alma opina em termos de conciliação; (Intimidade = alma) 58 + 144 = 202 – 102 (Conciliação) = 100 (Opinião). É interessante observar que: 2 + 144 = 146; 146 – 108 (Discernível) = 38 (Generalidade) ou 146 – 38 = 108. A primeira conotação (aritmética) pode indicar como Freud configurou o inconsciente: apenas discernido (108) como o denominador comum (38), pois a (14) Comunicação com tudo que existe começa no limiar do inconsciente (2). A segunda versão pode indicar a “oposta leitura” de Adler sobre inconsciente: determinando que seu “denominador comum” (38) se encontra exatamente na “razão” da personalidade, ou seja em seu intelecto (108). Em síntese, essa é a definição (numérica) de psicanálise (ou mesmo de psiquiatria).


(continua)

Legado utilizado como bordão:
“Todo conhecimento que não pode ser expresso por números é de qualidade pobre e insatisfatória” (Lord Kelvin).




sexta-feira, 20 de agosto de 2010

A Terceira Casa

MITOLOGIA E ASTROLOGIA: Mito de Gêmeos – A Terceira Casa
Anterior: Mito de Gêmeos


Este setor apresenta um texto original sobre um mito. Em seguida, sua interpretação conforme o sentido astrológico – pela caracterização de um Signo.





Mito de Gêmeos – A Terceira Casa

Conforme o mesmo processo utilizado na interpretação da segunda casa, o triângulo (da individualidade) que caracteriza Gêmeos no Ascendente – indicativo natural de Terceira Casa -, contém os seguintes elementos:

A – Característica – Gêmeos – Casa III (natural)

B – Ideal – Libra – Casa VII (natural)

C – Essência – Aquário – Casa XI (natural)

Com Gêmeos no Ascendente (casa I), que representa a casa III (por natureza), indica como característica o fundamento do código binário, responsável pela linguagem, em razão da própria dualidade. O sistema de numeração mais simples (e natural) é o binário; uma onda também se encontra sob a forma dual, uma crista positiva e outra negativa; então, o sistema de comunicação se baseia nesse princípio. Portanto, A Característica (A) de Gêmeos (indicativo natural de casa III) é a Comunicação. Simbolicamente, representa a “porta” – passagem rumo ao conhecimento - e Mercúrio – seu regente – a “chave”, como mensageiro ou decodificador da senda. Em síntese, toda Terceira Casa – não importa o signo no qual se encontra – tem por fundamento (Característica) a comunicação. Toda comunicação (dualidade) se processa num dúbio sentido, não pode manter a verdade cristalina – e pura – (como o próprio Hermes afirmou no mito), pois se constitui por fatores: positivo e negativo, branco e negro ou conforme outras polarizações, onde um se destaca em razão do outro. Por isso, uma comunicação não pode ser a acepção da verdade, dependente ainda da qualidade de transmissão e recepção. Um símbolo formado pela cor escura, deve ter a claridade como fundo, e vice-versa, se bem que, o que está embaixo é igual ao que está encima (conforme o axioma de Hermes). Gêmeos, signo mutável – definição de comunicação -, portador do “passado recente”, ou melhor, figurado por Câncer (seu Meio Ativo), indica que nenhuma mensagem (comunicação) pode ser de imediato, em cujas frações de tempo – por mais insignificantes – ocorrem interferências, destoando assim sua freqüência cristalina; disso se constitui a função intelectual, dádiva instrumental própria ao entendimento humano. O livre atuar, representado por Libra (em B), se encontra sob a condição do acordo social, união de elementos da mesma espécie pelo equilíbrio da comunicação, restrição necessária, pois uma mensagem deve ser dirigida com exclusividade – só aos elementos relacionados. Completando o triângulo em “C”, representado pelo signo de Aquário – a essência da mensagem deve ser livre (sem preconceitos) e renovadora. Pois, não há necessidade de censura; a restrição idealizada em Libra, conforme o equilíbrio de elementos análogos, permite essa liberdade. Como Aquário = Gêmeos X Libra – A atração magnética (Aquário) do indivíduo depende das associações (Libra) lógicas, que a razão (Gêmeos) consegue construir e transmitir – isso pode configurar também: o mecanismo da inteligência. O triângulo da Objetividade contém: A – Desejar – Câncer; B – Fazer – Escorpião; C – Culminar – Peixes. A “comunicação” tem como desejo, objetivo e apoio (Meio Ativo) as indicações em Câncer – a memória, a família, o lar e os – primeiros – contactos maternos. No mito, Castor e Pólux ficaram apaixonados pelas próprias primas. A ferramenta (B = fazer) – a saúde o trabalho da “comunicação” é indicada em Escorpião – a metamorfose do indivíduo, seu inconsciente (um instrumento em poder do intelecto). Isso significa também que, para o comando da racionalidade (razão) é preciso dominar os indicativos em Escorpião. A consciência espiritual que deixa o fator sexual (Escorpião) debandar – livremente - , pode se tornar escravo do intelecto, que visa apenas a objetividade terrena. Esse signo determina a qualidade da força espiritual – do próprio homem. O apogeu (C) – a culminância da comunicação se encontra em Peixes, indicando que o fator cármico, a prisão do indivíduo, sua missão (ou sofrimento) se relaciona com seu poder de comunicação. É no “dia a dia” que se exercita a consciência, onde se adquire habilidades e onde se cria um novo destino – nas ruas, nos colégios e nos ambientes infantis (elementos de Gêmeos) é que se encontram as influências – sobre o futuro homem. Os vícios, a educação, o sentido de bem ou mal, tomam posse da pureza infantil na dupla face das ruas (terceira casa ou Gêmeos). O triângulo do relacionamento: A – Aprender – Leão; B – União – Sagitário; C – atração – Áries – A “comunicação” tem sua escola no signo de Leão, indicando alegria, expressão criativa e livre atuar da vontade. Como Leão (regido pelo Sol), reflete a “vontade espiritual”, isso significa que o “cérebro temporal” não é inteiramente responsável pelo livre atuar humano. Os vínculos (B = União) estão representados por Sagitário (homem e cavalo), indicando que as ligações (associações) do ascendente de Gêmeos implicam em expansão, interesse – condições mutáveis. O magnetismo (C = atração), a fraternidade e o progresso estão indicados em Áries. Áries (indicador do dinamismo) representando a casa dos “amigos”, é um fator que exerce influência sobre Gêmeos, é a razão (lógica) de sua adaptabilidade. O triângulo do destino: A – Oportunidade – Virgem; B – Transformação – Capricórnio e C – Cumprimento – Touro. A oportunidade da comunicação se origina em Virgem, que decodifica pela análise todos os símbolos – indicando ao signo de Gêmeos seu destino num sentido objetivo (bem terreno). Virgem – como mãe de Gêmeos -, pode indicar também – em termos de reencarnação – que o elemento não nasceu por questão de laços familiares, mas apenas como nova oportunidade, por uma afinidade toda especial. A transformação (B) em Capricórnio pode significar que o Ascendente de Gêmeos precisa transmutar a “frieza” de Saturno – cultivada em reencarnações anteriores -, pois agora (nesta vida) a “razão” pode superar o “sentimento” – como um grande empecilho ao indivíduo. O cumprimento “C” (cármico) em Touro, representante do valor, determina tudo aquilo que o livre atuar em Gêmeos pode decidir. Nesse signo (de terra) ocorre a cristalização da racionalidade – fator que pode influir no condicionamento da personalidade – a prisão de Gêmeos.

O Signo de Gêmeos se encontra no Zodíaco sob o regime do Modelo Universal da Liberdade, que como hierarquia mantém os seguintes (termos relativos aos números):

03 – Liberdade; 15 – Sapiência; 27 – Sensibilidade; 39 – Ilusão; 51 – Realidade; 63 – Incomensurável; 75 – Apoio; 87 – Regozijo; 99 – Maturidade; 111 – Serventia; 123 – Liderança; 135 – Credulidade.

(continua)

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Principais Aspectos

ESTUDOS ASTROLÓGICOS: Interpretação

Anterior: Os Aspectos






Principais Aspectos



Sextil


Os aspectos de sextil (60 graus) – seguindo o sistema teórico anterior – indicam relações de elementos do “passado” – como "alimento" -, ou do “presente” – como conservação de experiências passadas; bem como do “futuro” – pela conservação do presente. A explicação está no fato de que a “base” de um sextil é uma ligação de “terra – água” ou de “ar – fogo”. São aspectos dinâmicos e construtivos, pois se relacionam com experiências passadas que contribuem para um novo passo evolutivo. No aspecto de “semi – sextil” (30 graus) existe a possibilidade de se recorrer do passado ou do futuro para a formação de um novo aspecto auxiliador com o uso da vontade pela evolução – seria como um aspecto que está em formação, no sentido de um sextil.



Trígono


O Trígono (120 graus) significa um aprimoramento adquirido ao longo das encarnações como experiência, vontade, desejo e realização. A teoria – a esse respeito - se baseia no fato de que o “grande trígono” (triângulo formado por 3 trígonos), representa elementos ligados pelo presente, passado e futuro. O Trígono – principalmente no caso do grande trígono -, pode manifestar no indivíduo um certo “comodismo”, pois a consciência – ciente interiormente de certas realizações no passado – tende para atuações mais tranqüilas. Esta situação pode ser modificada pelo emprego (amor ao próximo) dessas experiências – vivenciais adquiridas – em benefício daqueles que são “carentes” de uma estabilidade maior – em termos emocionais, de consciência e discernimento.



Oposição e Quadratura

Os aspectos de oposição e quadratura são os mais fortes, conflitantes – um dinamismo de difícil comando -, porque estão relacionados conforme “signos” de espécies diferentes. No caso dos signos cardinais, a quadratura pode ser representada conforme a situação energética do atrito entre Áries e Câncer, onde fogo e água – presente oportuno e presente reflexivo, estão em “choque” -, e podem refletir na consciência como intemperança emocional – mas de qualquer maneira (presente – presente) deve manifestar uma objetivação altamente dinâmica.




A Oposição (180 graus) – uma condição quase idêntica -, como no caso entre Áries e Libra, fogo e ar – “presente decisão” e “presente parcial” - , frente a frente, indica uma situação devastadora; como o ato de se colocar em contacto: o fogo com um elemento inflamável. Em verdade, a situação não chega a esse extremo – pois na natureza tudo se adapta e se estabiliza -; mas serve para demonstrar que a oposição pode ser um aspecto de mais difícil comando do que a quadratura.



Quincúncio


O Quincúncio (150 graus) – já descrito anteriormente -, implica numa ligação entre signos de elementos diferentes – não homólogos -; mas pelo fato de serem de outra ordem (cardinal e fixo, cardinal e mutável ou de outra combinação qualquer), já suaviza o “atrito” existente na quadratura ou oposição, pois o confronto energético ocorre entre elementos que se encontram - cada um – em tempos diferentes: presente, passado ou futuro. É claro que na prática, num mapa astrológico, nem todo quincúncio se encontra como foi descrito, pois existe a possibilidade desse aspecto ocorrer entre signos da mesma quadruplicidade – mas nem por isso o sentido teórico perde sua validade.



Conjunção

A conjunção (geralmente de 0 até 6 graus) é o aspecto mais forte num tema, pois como dizem alguns autores é o contrário da oposição. Alguns até dizem que o aspecto de oposição – entre dois planetas – teria sido uma conjunção numa outra encarnação ou vice-versa já transmutada ou transformada para esta vida. Mas não há dúvida que uma conjunção representa a união de forças, a combinação de influências – ou duas forças em consonância ou dissonância, integradas. Existem conjunções até problemáticas – para com a pessoa do tema -, devido ao dinamismo manifestado, como por exemplo: Sol em conjunção com Urano ou em conjunção com Netuno, pois colocam a consciência diante de forças que requerem um comando – e um entendimento objetivo e lógico da situação -, senão o indivíduo pode ficar “preso” ao mundo da fantasia psíquica ou emocional. Mas fora isso a pessoa estará de posse de um grande poder psíquico.


(continua)



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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

O Mito de Gêmeos

MITOLOGIA E ASTROLOGIA: Mito de Gêmeos - Interpretação

Anterior: Hermes e Ulisses

Este setor apresenta um texto original sobre um mito. Em seguida, sua interpretação conforme o sentido astrológico – pela caracterização de um Signo.




Mito de Gêmeos - Interpretação

Princípio Ativo: Gêmeos – Princípio Passivo: Sagitário

A principal palavra chave para representar Gêmeos – como Princípio Ativo – é: dualidade. Como Ascendente, é sempre um fator que decide implicado em - pelos menos – duas situações – para serem resolvidas – ao mesmo tempo. Gêmeos é o princípio da experimentação – prática – antes do início de qualquer projeto. O Sagitário indica sempre a meta – como extensão -; Gêmeos, depende de exercícios – para adquirir habilidade – em prol da própria expansão. O mito de Castor e Pólux (com suas várias duplicidades) reflete bem essa dualidade: a origem dos gêmeos ocorreu pelo contacto afetivo entre espécies diferentes; Zeus, na metamorfose de um cisne, e Leda, pela representação humana. Nessa integração entre espécie humana e animal – em desenvolvimento -, se efetivou – pela prática do sexo de forma mais liberal - a mente terrena: o intelecto – princípio da razão, lógica do raciocínio. O advento do “costume afetivo” – em sua forma exacerbada -, biologicamente (conforme a lei de expansão pelo exercício constante), implicou no crescimento do cérebro humano. Daí, surgiu o “raciocínio”, como senhor da materia, apoiado no padrão da “malícia”. Isso até esclarece porque a Unidade Criadora - ou qualquer elemento num sentido existencial eterno -, não se torna apreensível perante o intelecto, elemento dependente da lógica dual – discernimento arraigado num sentido de espaço e tempo. É por isso que Hermes (Mercúrio), servia tanto para o bem quanto para o mal; e Pólux, não podia se separar de Castor – o raciocínio não seria coerente sem essa dualidade -, uma complementação lógica. Definindo o corpo mental como idealizador do raciocínio – e o intelecto como instrumento material dessa manifestação -, tal elemento não pode ser caracterizado, nem pelo “espírito” e nem pela “alma”; mas como a terceira ponta desse triangulo (invertido ou de base superior) formado por essa conjunção – interseção lógica entre ambos: determinante do padrão de liberdade ou livre arbítrio. Portanto, Gêmeos possui duas faces, onde uma deve conferir, refletir e conciliar o sentido da outra. O Meio Ativo que Gêmeos dispõe – em seu atuar – se estabelece em Câncer, a “memória”, seu instrumento básico pela coleta de dados – necessários ao raciocínio. Câncer (que representa também: matéria prima, imaginação e maternidade), como Meio Ativo, oferece todos os requisitos indispensáveis para a comunicação, estudo, experimentação, habilidade e demais atividades requeridas por Gêmeos. Como seu Meio Ativo (Câncer) gera Áries, seu Débito do Meio – isso indica que a força de Áries dinamiza seu setor de Amizades e relacionamentos. Touro, regente do valor – em todos os sentidos -, vale como sua Finalidade Ativa, indicando que tais atuações são sempre ambiciosas ou interesseiras, pois o raciocínio está sempre em busca de vantagens – como demonstrou o próprio Hermes. Em sua característica de Princípio Ativo, para poder objetivar seu valor – em Touro: Finalidade Ativa -, antes precisa estabelecer sua meta em Sagitário – seu ponto de equilíbrio -, manifestação da inteligência, a melhor qualidade de Gêmeos. O emprego da flexibilidade – existente em alto grau – depende do seu nível de inteligência, pois estando preso em Touro – signo fixo, sua casa XII, indicativo de prisão -, por desejo de posse; está sempre em busca de soluções. Hermes foi logo furtar os bois de Apolo: o sol, a consciência ou coerência numa síntese espiritualizada. O intelecto, quer sempre levar vantagens sobre sua própria consciência. Apolo entrou em acordo com Hermes porque gostou de sua lira: o valor que o espírito consegue obter do intelecto se relaciona com as artes – Gêmeos, portador da habilidade domina a arte. Seu Débito se encontra em Peixes, indicando que a coerência obtida através do intelecto pode ser uma ilusão, um sonho ou fantasia – devido a Netuno, regente desse signo. O que pode ser reforçado pelo seguinte: Hermes era o deus da "trapaça", então, nem toda lógica precisa ser consistente – como valor real -, pode ser fruto apenas de um “truque” (mentira). Ele próprio havia afirmado perante Zeus – em seu interrogatório pelo furto dos bois – que tinha o dever de falar a verdade, mas não inteiramente. Peixes, O Débito (de Gêmeos) indica que o carma – ou dissabores do destino – pode ter sido gerado pelo uso errado da razão. Mas também representa (em Peixes) o sentimento de culpa – carma gerado pelo raciocínio -, implicando assim em arrependimento, o que pode levar o espírito ao desenvolvimento. O Crédito tem sua qualidade no signo de Virgem, portanto é o que gera a consciência racional (em Gêmeos). Portanto, o intelecto representa sempre uma nova consciência: o espírito reencarna – para as experimentações reformuladas -, ficando (providencialmente) como que de “olhos vendados” em razão de suas vidas anteriores – o final do mito de Castor e Polúx pode dar vazão a esse simbolismo – válido como oportunidade. O intelecto – novo – tem o direito de gerar o destino, caso contrário, não haveria Liberdade (gêmeos representa a Liberdade – 3 -) no triângulo que mantém a personalidade. Hermes era considerado um deus “psicopompo”, justamente por isso.

Num mapa astrológico, tudo que está em Gêmeos, seja um planeta ou cúspide, representa a chave – que abre os caminhos. Simboliza a habilidade que facilita as coisas. No signo ou na cúspide onde se encontra Mercúrio, se define o sentido de comunicação. Simboliza o poder de atrair, flexionar, estabelecer e selecionar. Pois Gêmeos é a “porta” e Mercúrio sua “chave”.


(continua: A Terceira Casa)

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Hermes e Ulísses

Mito de Gêmeos: Hermes e Ulisses

MITOLOGIA E ASTROLOGIA: Mito de Gêmeos
Anterior: Castor e Pólux

Este setor apresenta um texto original sobre um mito. Em seguida, sua interpretação conforme o sentido astrológico – pela caracterização de um Signo.




Hermes (Mercúrio)

Ainda na infância, foi acusado de muitas ladroeiras pois, furtou o tridente de Netuno, a espada de Marte e o cinto de Vênus. Presenteado por Palas Atenas com um capacete que o tornava invisível, e em razão de suas asas nos pés – seu poder de locomoção não tinha limites -, podia se atirar do Olimpo e atravessar o espaço com a rapidez do relâmpago. Por isso, para os gregos ele regia os caminhos, as estradas e era o protetor dos viajantes, em razão de sua velocidade. Era o mensageiro dos deuses por excelência, pois dominava todas as dimensões, podendo servir tanto a Zeus, no Olimpo, quanto a Plutão nos infernos. Passou assim a simbolizar o Padrão da Astúcia e da Trapaça. São várias atribuições concebidas a Hermes: criador dos primeiros caracteres, desenvolvimento do comércio e das artes, instituição de práticas religiosas, idealizador de normas para as relações sociais, assim como, todos os tipos de exercícios, incluindo os relacionados com a luta e a dança. Era o deus da eloqüência; ocupando-se tanto com a paz quanto com a guerra, onde atuava em 3 níveis: o do Olimpo, da Terra e dos infernos. Como senhor dos caminhos, regia os encontros de boa sorte e até mesmo os desencontros. Em defesa de Zeus, foi autor de um assassinato. Zeus, apaixonado pela princesa Io, para esconde-la – evitando assim os ciúmes de Juno – transformou-a em vaca. Mas, Juno desconfiada – por causa de sua beleza –, pediu o animal de presente. Para evitar suspeitas, ele não recusou o pedido. Juno então colocou a vaca sob a guarda de Argos, portador de cem olhos, sendo que 50 adormeciam durante o dia enquanto os outros (50), só à noite. Mercúrio, com sua flauta, soube como adormecer os 50 olhos de vigília, podendo assim cortar a cabeça de Argos. Era o deus que auxiliava tanto aos deuses quanto aos homens. Muitos heróis deviam – em parte, pelo sucesso de suas empresas – a Hermes, entre eles: Perseu, Ulisses e o próprio Hércules. Foi Hermes também que teve a missão de realizar o desfile de Juno, Atena e Vênus, para que Paris, pudesse determinar (escolher) a mais bela. Conhecedor de magia da Tessalia, era invocado pelos feiticeiros, aos quais revelava suas fórmulas mágicas. Existe um tratado – tido como de sua autoria – denominado: “Corpus Hermeticum”, com instruções sobre alquimia. Escreveu também lições dedicadas à Asclépios. Asclépios era o deus da medicina, grande conhecedor de plantas medicinais; que participou da expedição dos argonautas, onde não só curou doentes como chegou a ressuscitar os mortos.




Ulisses

Ulisses, rei de Itaca era filho de Laertes e Anticleia, esposo de Penélope e pai de Telêmaco. Era astucioso e eloqüente. Quando estourou a guerra de Tróia, fingiu estar maluco, mas foi descoberto e teve que participar do combate. Com a queda de Tróia, pretendia voltar para Itaca, mas, por causa de uma tempestade, passou por grandes aventuras. A torrente impeliu a embarcação de Ulisses para a Sicília. Lá, Ulisses e seus companheiros encontraram a caverna do ciclope Polifemo, onde ficaram aprisionados. Alguns homens já tinham sido devorados pelo gigante, quando Ulisses decidiu dialogar, oferecendo vinho ao ciclope, que decidiu experimentar. Por ter gostado da bebida, foi convencido - por Ulisses - a trazer de fora da caverna muitos cachos de uva, para que fizessem muito vinho. Embriagado, o gigante adormeceu, Ulisses então cravou uma estaca em seu – único – olho. Seguindo viagem, foram dar na ilha de Circe, que os prenderam durante um ano – com seus encantos. Escaparam de Circe, das sereias e dos abismos de Caribdes e Cila; e depois, mais 7 anos de permanência na ilha da ninfa Calipso. Naufrago, Ulisses foi salvo pela filha do rei Alcino; chegando em Itaca só depois de 20 anos. Em seu palácio, muito dos príncipes já tinham se instalados, esperando a decisão de Penélope pela escolha de um esposo - sucessor. Disfarçado de mendigo, ao encontrar Telêmaco – seu filho -, se identificou; traçando com ele um plano par eliminar os inimigos. Penélope, não suportando mais as perseguições dos pretendentes, prometeu se casar com aquele que conseguisse manejar o arco deixado por Ulisses –; aquela preciosa arma, ou seja, um presente do próprio Hércules. Em acordo com o desafio, todos se esforçaram na prova, mas sem nenhum sucesso. Por último, surgiu o mendigo – debaixo de escárnios -, pedindo licença para tentar distender o arco; conseguindo vencer o desafio – para o espanto de todos -; pois só Hércules ou o próprio Ulisses teria essa capacidade. Assim, Ulisses e Temelaco lutaram e mataram os adversários, colocando ordem na casa.

Ulisses foi o herói – fino e habilidoso - típico de Gêmeos, num nível muito elevado. Apesar da força física, se destacava mais pela eloqüência e astúcia. Sua saga, rica em simbolismo, destaca a “passagem do ciclope Polifemo”, como revelação assaz importante: a luta contra a “unilateralidade do ego”, ou melhor, em demanda ao intelecto, consciência terrena (raciocionalidade). O único olho de Polifemo indica essa “unilateralidade” - do raciocínio -, "instrumento" que deveria apenas servir o espírito humano - sem nunca assumir seu comando. Ulisses indica a vitória (ou não) sobre tudo isso.



(continua: interpretação)





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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Castor e Pólux

MITOLOGIA E ASTROLOGIA: Mito de Gêmeos

Anterior: Mito de Touro - A Segunda Casa
Este setor apresenta um texto original sobre um mito. Em seguida, sua interpretação conforme o sentido astrológico – pela caracterização de um Signo.


Castor e Pólux

Tíndaro rei de Esparta, durante uma cerimônia, depois de ofertar sacrifícios aos deuses – do Olimpo -, num lance fortuito, encerrou o ritual, sem ter prestado nenhuma homenagem à Vênus. Por esse descuido, o castigo da deusa do amor atingiu mais de uma geração; como pode ser comprovado no episódio da guerra de Tróia. Isso ocorreu quando Leda, sua esposa se banhava num rio, que – ao olhar para o céu – observou um cisne sendo perseguido por uma águia. Num lapso de tempo, o cisne que parecia estar se aproximando dela, de repente atirou-se em seus braços. Comovida, porque a águia desistira de seu intento, achou que o cisne a escolhera como proteção, enfim; ficou apaixonada por ele. Mas, o cisne, era uma metamorfose de Zeus (Júpiter) e a águia, de Vênus. Dessa ocorrência originaram dois ovos; do primeiro saíram os imortais: Pólux e Helena – como filhos de Zeus; do segundo, os mortais: Castor e Clitenestra – por serem filhos de Tíndaro. Por essa razão, Pólux e Helena, foram denominados Dióscuros, filhos de Zeus; Castor e Clitenestra, Tindaridos, como filhos de Tíndaro. Castor e Pólux – ao nascerem -, imediatamente foram levados por Mercúrio até Palene, para serem cuidados - e educados. Eram inseparáveis – pela grande amizade que os unia. Os dois ajudaram Jason na Colchida – em participações imprescindíveis -, pela conquista do velocino de ouro. Certa vez – nessa expedição -, em razão de uma forte tempestade, enquanto Orfeu tocava sua harpa afim de implorar proteção aos deuses, do céu desceram pequenas estrelas – reluzentes -, que pairaram acima (das cabeças) dos Dioscúros. Por esse fato, os gêmeos ficaram conhecidos como: deuses dos marinheiros e viajantes. Em Pelene – ao voltarem -, Teseu havia raptado Helena, deixando-a sob a guarda de Etra, sua mãe; tendo descido até o Hades (infernos) em busca de Perséfone. Nessa oportunidade, os gêmeos conseguiram retomar a irmã – raptada – e ainda levaram Etra, cativa. Os dois eram excelentes atletas, Pólux se sobressaia na arte da luta e Castor como domador de cavalos. Foram considerados também como deuses médicos; e, os templos onde os adoravam eram centros de cura. Leucipo, tio dos jovens, era pai de duas belíssimas moças, Febe e Iaire, que tinham casamentos marcados; cujos noivos eram Linceu e Idas, respectivamente. Castor e Pólux, apaixonados pelas noivas – suas primas -, conseguiram rapta-las antes de seus casamentos. Mas, os noivos furiosos, em perseguição alcançaram e atacaram os raptores. Nesse combate Castor foi ferido mortalmente pela espada de Linceu, que também tombou, golpeado por Pólux. Idas também sucumbiu, restando da luta apenas Pólux, porque era imortal. Desesperado – pela morte do irmão – implorou para que ele fosse ressuscitado, ou senão que lhe fosse permitido abrir mão de sua própria imortalidade. Sua prece comovente resultou num acordo, pois a súplica não poderia ser inteiramente atendida. Assim, Castor poderia partilhar da imortalidade, mas os dois deveriam viver e morrer alternadamente. Dessa forma, passariam 6 meses no Olimpo e 6 meses no Hades, sendo que, enquanto um estivesse no Olimpo, o outro estaria no inferno. Por causa dessa fidelidade foram honrados com a constelação de Gêmeos, colocada no céu. Receberam também de Netuno o poder sobre os ventos e as marés.




Hermes (Mercúrio)

Da união de Zeus e Maia, filha de Atlas, nasceu Hermes, que foi abrigado numa caverna – lugar secreto -, por causa das perseguições de Juno (Hera), esposa de Zeus. Em seu primeiro dia de vida; ao acordar, observou tudo ao redor, desvencilhou-se das faixas – que o protegiam -, levantou – se, saindo em busca de aventuras. Caminhando, avistou um rebanho - que era de Apolo –, furtando boa parte dos bois. Adaptou uma espécie de salto nas patas dos animais para disfarçar as pegadas. Como se não bastasse, instigou os bois a caminharem de fasto. Depois, sacrificou duas novilhas aos deuses, escondendo o resto do rebanho. Ao acaso encontrou uma tartaruga, que matou e arrancou o casco; transformando a carapaça em lira. Mas, apesar da estratégia, seu roubo foi descoberto por Apolo, que foi fazer suas devidas reclamações. Em julgamento, negou tudo a Maia, ainda afirmando que era muito novo para lidar com bois. Apolo, vendo no chão alguns pedaços de couro, desconfiado foi pedir a direta intervenção de Zeus. Zeus, interrogando o filho, exigiu a verdade. Hermes disse que era um dever dizer a verdade, mas não inteiramente. Enquanto era interrogado, sorrateiramente ele tentou roubar as flechas de Apolo - na frente do pai. Zeus, enfurecido, reconhecendo que aquilo já era demais, em altos brados intitulou Mercúrio: deus dos ladrões! Finalmente, chegaram ao acordo: Apolo, que estava de olho na lira de Hermes, aceitou-a em troca pelo rebanho. Criou também a flauta de Pã, que trocou com Apolo pelo cajado de ouro e o caduceu; recebendo ainda lições sobre a arte divinatória.



(continua)

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Os Aspectos

ESTUDOS ASTROLÓGICOS: Interpretação
Anterior: A Polarização dos Elementos





Os Aspectos – noções

Todos os aspectos em graus podem ser explicados pela triplicidade da cruz. Da mesma forma como foram definidos os aspectos de quadratura e oposição; por analogia é possível analisar os outros aspectos.

O Quincúncio

Partindo do primeiro signo do Zodíaco e considerando a distância de 150 graus (o quincúncio) encontra-se Virgem (na sequência) ou Escorpião (num sentido horário).
Áries, signo cardinal de fogo (presente impulsivo) em aspecto (de quincúncio) com Virgem, signo mutável de terra (passado físico) indica que a força, a vitalidade e a decisão como “fogo” está em atrito com a terra, isto é, com o "passado intransigente" determinando: incerteza.
Áries, o impulso de fogo recente (presente) em quincúncio com Escorpião, signo de água, fixo (futuro reformista), o inconsciente, indica um ajuste de contas – por esse contacto.
Os desejos “não resolvidos” de Escorpião, exigem uma decisão (pela metamorfose) como passo impulsivo para o futuro.
O aspecto de Áries – Virgem não pode ser considerado nem como auxilio e nem como entrave; o mesmo ocorre entre Áries – Escorpião. Pois o quincúncio indica apenas uma exigência – inconsciente – de mudança (pela transformação de vida).
Elementos do inconsciente exigem reformas; são formas intuitivas indicando novos rumos. Isso é como a iniciação para uma nova vida. No caso Áries – Escorpião a preocupação se deve a fatores psicológicos; em Áries – Virgem o assunto é mais fisiológico.

Lembrando que, nem por isso o aspecto de quincúncio deixa de ser importante, porque determina a oitava; uma medida básica para a determinação dos 144 números.

O recurso da triplicidade da cruz deve servir para esclarecer melhor esse aspecto:

Presente em Quincúncio com o Passado

Foi dito anteriormente que o presente é representado pelos signos cardinais (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio); o futuro pelos signos fixos (Touro, Leão, Escorpião e Aquário) e o passado pelos signos mutáveis (Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes). Palavras chave:

Áries – Virgem: transmutação pela análise.

Câncer – Sagitário: mudança pelo recurso da experiência de vidas anteriores – manifestada nesta encarnação – como condição herdada – física ou de família (existe neste aspecto uma certa analogia com o fígado).

Libra – Peixes: mutação pelo recurso do relacionamento social e comunitário (pela redenção do carma).

Capricórnio – Gêmeos: transformação dos ideais com base no passado recente (infância); um renascer de recursos abandonados, sonhos esquecidos, mudança de fase.

Se os aspectos de quincúncio Presente – Passado não forem cumpridos – como agente reformador, então podem refletir - através da sensação – a frustração (inconsciente) indicando uma certa irrealização indefinida; pois se tornou uma “pendência” estacionada no passado.

Futuro em Quincúncio com o Presente

Touro – Libra: transmutação dos instintos de desejo e ambição pela associação, justiça e equilíbrio.

Leão – Capricórnio: transmutação dos instintos de poder pela liderança, proteção e idealismo.

Escorpião – Áries: transmutação dos instintos anímicos pela decisão e coragem.

Aquário – Câncer: transmutação do instinto primário de conservação pela proteção fraterna, impessoal e evolutiva.

Os aspectos de quincúncio Futuro – Presente se não forem resolvidos poderão concorrer para a manifestação de instintos incontroláveis (manias), pois estão sob o domínio de leis fixas ou férreas. Pode indicar um abuso dessas mesmas leis no passado.

Passado em Quincúncio com o futuro

Gêmeos – Escorpião: instinto compulsivo implicado em mudança de comportamento.

Virgem – Aquário: mudança repentina em razão de extensões exacerbadas do pensamento (isso tem certa analogia com a sensação de "vertigem").

Sagitário – Touro: reforma exigida pelo inconsciente relacionada ao sentido de valor em vários níveis (inclusive filosófico).

Peixes – Leão: lutas contra a dicotomia de sentimentos, como por exemplo, entre orgulho e humildade.

São complexos esses aspectos de quincúncio pois assinalam tipos de mentes sonhadoras, abstratas e ilusórias, onde a ficção pode exercer seu domínio. Indicam os cismadores, elementos alienados do presente, pois tolhem a própria liberdade.



(continua)



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